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Sema lança 1º Plano de Bacias Hidrográficas de Mato Grosso durante Seminário

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) lançou o 1º Plano de Bacias Hidrográficas de Mato Grosso, durante a solenidade de abertura do 11º Seminário Estadual de Recursos Hídricos (Semiágua), na noite desta terça-feira (12/12), na Faculdade de Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Fatec/Senai-MT), em Cuiabá.

O Plano de Bacias das Unidades de Planejamento e Gerenciamento do Alto Paraguai Médio e Alto Paraguai Superior (UPGs P2P3) é um documento que contém o diagnóstico, prognóstico, plano de ações e manual operativo dos corpos hídricos, para a implementação da Política de Recursos Hídricos na região.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e a adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos, Lilian dos Santos,  participaram do evento de modo remoto, direto da 15ª edição da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 15), realizada em Montreal, Canadá.
A secretária destacou que o potencial hídrico de Mato Grosso também traz grandes responsabilidades, e por isso, a gestão de recursos hídricos está avançando e ganhando espaço na administração estadual. Ela reafirma a importância dos Comitês, e do evento, que traz para a sociedade um tema de importância mundial.
 
“Antes, o setor era apenas uma gerência vinculada ao licenciamento. Agora, a gestão de recursos hídricos conta com uma secretaria adjunta, uma superintendência, três coordenadorias e cinco gerências, além da publicação da nova Política Estadual de Recursos Hídricos e a criação do fundo”, conta Lazzaretti.
 
Para o secretário de Meio Ambiente em exercício, Alex Marega, o documento é importante para que, desde já, enquanto não há escassez hídrica, sejam tomadas decisões sempre com base em estudos científicos para evitar que este problema venha a acontecer.

Mauren Lazzaretti afirma também que estes, e outros avanços, só foram possíveis pela dedicação dos servidores da Secretaria. Simbolicamente, foram homenageados todos os servidores no evento com a entrega de uma menção honrosa aos que completaram 25 anos de trabalho na gestão dos recursos hídricos.

Receberam a homenagem Adélia Alves de Araújo, Cláudio José de Figueiredo Barreto, Leonice de Souza Lotufo, Lilian Fátima de Moura Apoitia, Luiz Henrique Magalhães Noquelli, Nédio Carlos Pinheiro e Osmar da Cruz Nascimento.
 
Estiveram presentes na abertura o superintendente de Recursos Hídricos, Luiz Noquelli; o coordenador-geral do Fórum Estadual dos Comitês de Bacias Hidrográficas de Mato Grosso, Eliel Alves Ferreira; a Conselheira do CEHIDRO, Alessandra Panizzi; e o coordenador adjunto do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas, Rodrigo Hajjar.

Exposição Amigos das Águas

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O evento conta ainda com uma mostra de Arte “Amigos das Águas”, organizada pela ex-servidora da Sema e atuante nos Comitês de Bacia, Leonice Lotufo. Cerca de 30 artistas regionais estão expondo pinturas em tela com o tema “água” no saguão de entrada da Fatec/Senai-MT.
 
11º Semiágua
Com cerca de 350 inscritos, o evento é organizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). O encontro discute assuntos relevantes sobre recursos hídricos e seus desafios, buscando oportunizar a integração dos atores sociais envolvidos nesta temática. O evento é aberto à sociedade e o público alvo são os integrantes do Sistema Estadual de Recursos Hídricos, pesquisadores, estudantes e profissionais da área.
O evento acontece na Faculdade de Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Fatec/Senai MT). Entre os assuntos debatidos estão Segurança de Barragens, Evolução da Gestão de Recursos Hídricos no Brasil, Gestão de Conflitos, Experiências dos Comitês de Bacias Hidrográficas de Mato Grosso, Monitoramento da Qualidade da Água e Monitor de Secas e 25 anos da Gestão de Recursos Hídricos de MT.
 
O evento é promovido pela Sema-MT, por meio da Superintendência de Recursos Hídricos, e patrocinado pela Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir), Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Água Mineral Puríssima e Alternativa Ambiental & TD Engenharia.

Fonte: GOV MT

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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