BRASIL
Agência vai premiar melhores soluções para tratamento de água
BRASIL
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) lançou ontem (19) o Prêmio ANA 2023: as melhores ideias para cuidar das águas e do saneamento básico no Brasil. A premiação celebra os 22 anos de criação da agência.

As inscrições na oitava edição do prêmio são gratuitas e podem ser realizadas pelo site até o dia 22 de março. Cada participante pode inscrever mais de uma iniciativa. Poderão também ser apresentados trabalhos indicados por terceiros, desde que acompanhados de declaração assinada pelo indicado, concordando com a indicação e com o regulamento da premiação.
Serão contempladas dez categorias: governo; empresas de micro ou de pequeno porte; empresas de médio ou de grande porte; organizações civis; educação – ensino fundamental, médio e educação não formal; educação – ensino superior e pesquisa; comunicação – mídia audiovisual; comunicação – mídia impressa ou sonora; organismos de bacias; e entidades reguladoras infranacionais do setor de saneamento básico.
Os vencedores ganharão o Troféu Prêmio ANA e poderão utilizar o Selo Prêmio ANA: Vencedor em seus materiais de divulgação. Os três finalistas de cada categoria terão direito ao uso do Selo Prêmio ANA: Finalista, além de compor o Banco de Projetos do Prêmio ANA.
Uma novidade desta edição é que os projetos que não forem finalistas ou vencedores, mas que se destacarem por contribuir para os objetivos da premiação, também poderão compor o Banco de Projetos, a partir da avaliação da Comissão Organizadora.
Criado há 16 anos, o Prêmio ANA visa reconhecer iniciativas que contribuam para a promoção da segurança hídrica, da gestão e do uso sustentável dos recursos hídricos e para soluções voltadas à melhoria e ampliação dos serviços públicos de saneamento básico, com foco no desenvolvimento sustentável do Brasil.
Mudanças
Segundo a agência a edição 2023 traz algumas mudanças em relação à edição anterior, realizada em 2020. Para contemplar as iniciativas voltadas à regulação do saneamento básico, foi criada a categoria entidades reguladoras infranacionais do setor de saneamento básico.
Já a categoria educação foi dividida em duas, sendo uma voltada para estudantes e profissionais de instituições de ensino fundamental e médio, além de instituições de ensino não formal; e outra para estudantes e profissionais dedicados à produção científica e tecnológica de instituições de ensino superior, absorvendo a categoria de pesquisa e inovação tecnológica da última edição.
A categoria comunicação foi segmentada em mídia audiovisual, voltada para jornalistas e produtores de conteúdos de emissoras de TV e de canais audiovisuais veiculados via internet; e mídia impressa ou sonora, direcionada a jornalistas e produtores de conteúdos em texto ou em áudio, veiculados em plataformas analógicas ou digitais, como jornais, revistas, sites, emissoras de rádio e canais de podcast. Nos dois casos, a veiculação do material de comunicação deve ter sido realizada entre 15 de agosto de 2020 até o encerramento das inscrições desta edição.
A categoria organismos de bacias, por sua vez, assimilou a categoria entes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) da edição anterior, tornando-se mais abrangente. Ela agora é direcionada aos órgãos e entidades gestores de recursos hídricos, conselhos, associações e consórcios de municípios, associações de usuários, comitês de bacia, agências de água e delegatárias das funções de agências de bacia e outras organizações afins, estabelecidas em âmbito de bacias hidrográficas.
Avaliadores
A Comissão Julgadora do Prêmio ANA 2023 será composta por dez membros externos à ANA e com notório saber nas áreas abrangidas. Um representante da agência presidirá o grupo, mas sem direito a voto.
Serão considerados na avaliação aspectos como efetividade, inovação, impactos social e ambiental, potencial de difusão, sustentabilidade, adesão social e aderência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Esse critério de sustentabilidade não será aplicável para as categorias de comunicação.
Caberá à Comissão Julgadora selecionar três iniciativas finalistas e a vencedora de cada uma das dez categorias. A divulgação dos finalistas ocorrerá no dia 19 de outubro de 2023. Os vencedores serão anunciados em solenidade de premiação, prevista para novembro de 2023.
O Prêmio ANA já contabilizou mais de 2,9 mil trabalhos inscritos e premiou 48 projetos de todas as regiões do Brasil, desde sua criação.
Edição: Denise Griesinger
Fonte: EBC Geral
BRASIL
Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
-
MATO GROSSO3 dias atrásCarnaval 2026 aquece economia em Mato Grosso e reforça apelo entre jovens
-
MATO GROSSO3 dias atrásMT emplaca cinco empresas em seleção internacional de bioeconomia do Sebrae
-
MATO GROSSO2 dias atrásChapada FeijoFolia 2026: últimos dias para garantir o abadá da festa mais comentada de Chapada dos Guimarães
-
MATO GROSSO2 dias atrásFeijoFolia 2026 confirma estrutura coberta e promete agitar Chapada faça chuva ou faça sol