MATO GROSSO
Mais de 1,6 mil pessoas foram presas durante a Operação Lei Seca em 2022
MATO GROSSO
Mais de 19 mil testes de alcoolemia foram aplicados durante as ações da Operação Lei Seca, realizadas no ano passado em oito municípios de Mato Grosso. Os exames levaram à prisão mais de 1,6 mil pessoas por embriaguez ao volante, o que representa 8,5% do total de condutores que passaram pelos testes.
Secretário-adjunto de Integração Operacional (Saiop), tenente-coronel PM Juliano Chirolli, destacou que a ação vem cumprindo seu papel de conscientização da população. “É fato que a operação Lei Seca tem trazido efeitos positivos à sociedade, colaborando na conscientização e prevenção sobre o uso do álcool e a direção de veículos automotores”.
Ele lembrou ainda que a Operação Lei Seca é parte das ações realizadas com a implantação do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), em Mato Grosso, que visa reduzir pela metade, até o ano de 2028, o índice de acidentes de trânsito com mortes e feridos em todo Brasil.
Segundo o balanço do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), foram realizadas 229 edições nos municípios que aderiram à Operação Lei Seca, sendo que, deste total, 117 ocorreram em Cuiabá e Várzea Grande. As ações foram realizadas em Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Nova Mutum, Sinop, Sorriso e Tangará da Serra.
Mais de 10 mil autos de Infração de Trânsito (AIT) foram aplicados durante as ações. Do total de multas aplicadas à condutores abordados, pouco mais de 1,2 mil pessoas por se recusarem a passar pelo teste de alcoolemia e 3,5 mil por condução de veículo sob efeito de álcool.
Durante as ações também foram mais 3,5 mil veículos encontrados com o licenciamento atrasado e mais de 7,2 mil veículos, entre automóveis e motocicletas, removidos. Desse total, houve o recolhimento de 3,1 mil Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Cuiabá e Várzea Grande
Em Cuiabá e Várzea Grande aumentou em 118% o número de testes aplicados nas edições da Operação Lei Seca do ano passado em relação a 2021. Conforme dados do GGI, a quantidade saltou de 6,4 mil para 14 mil exames realizados. A diferença está relacionada ao aumento no número de operações realizadas, sendo 78 em 2021 e 117 no ano passado.
Seguindo o mesmo cenário, a quantidade de prisões também cresceu 40% em comparação com o mesmo período, saindo 628 para 881 de um ano para o outro. A quantidade de pessoas que se recusaram a fazer o teste teve um acréscimo de 84% – de 463 mil para 852 mil.
A quantidade de veículos encontrados transitando de forma irregular mais que dobrou, foi de 1,3 mil para 2,7 mil, todos com o licenciamento atrasado. Outro número que chama atenção é o de veículos removidos, que cresceu 88% de um ano para o outro – 2,6 mil para 5 mil, entre carros e motos.
Consequentemente, o volume de autos de Infração de Trânsito (AIT) também cresceu – saltou 6,4 mil para 14 mil multas de um ano para o outro.
A operação Lei Seca é uma ação integrada realizada pelo GGI, vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), que conta com o apoio das forças de segurança do Estado e das prefeituras municipais.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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