MATO GROSSO
Conheça o Prilex, grupo que frauda cartão por aproximação
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O grupo brasileiro de cibercriminosos Prilex foi o primeiro no mundo a conseguir fraudar pagamentos por aproximação, revelou a Folha de S.Paulo nesta terça-feira (31).
O novo programa malicioso (malware) do Prilex bloqueia o processamento da máquina quando o cliente aproxima o cartão, obrigando o comprador a inseri-lo. Começa, então, a segunda etapa do golpe: o malware se conecta com os criminosos e envia para eles, não para a instituição financeira, as informações de pagamento.
Embora esses métodos sejam recentes, a atuação do grupo data de 2014, quando roubavam dados de caixas eletrônicos. Foram descobertos apenas no Carnaval de 2016, quando instalaram vírus em mais de mil máquinas, que programaram, na sequência, para soltar todo o dinheiro em estoque ao mesmo tempo.
O ataque sincronizado atingiu várias cidades no país e apresentou o grupo ao público. Na ocasião, o Prilex ainda capturou dados de 28 mil cartões de crédito inseridos nos caixas.
Desde então, os cibercriminosos passaram a burlar meios de pagamento, de maneira cada vez mais sofisticada. Para infectar os aparelhos de cobrança, no entanto, o grupo ainda depende de engenharia social. Ludibriam os donos dos pontos de venda com telefonemas e até telegramas, se passando por funcionários das empresas de maquininhas ou bandeiras de cartão.
Nesse contato, os membros do Prilex dizem precisar fazer manutenção em equipamentos e instruem a vítima a instalar uma ferramenta que dá acesso remoto ao computador, como fazem técnicos em geral. Com essa permissão, instalam o vírus.
Mesmo com essa etapa analógica no golpe, o grupo cibercriminoso brasileiro conseguiu expandir sua atuação para América do Norte e Europa.
No ano passado, a ferramenta maliciosa foi detectada também na América do Norte. Em 2018, causou prejuízo de 1,5 milhão de euros (R$ 8,3 milhões na cotação atual) a um banco na Alemanha.
A quadrilha brasileira prefere aplicar golpes em empresas que movimentam valores expressivos, diz o chefe de pesquisa da Kaspersky na América Latina, Fabio Assolini.
Para ele, a gangue tem em mãos um dos mais avançados vírus para roubo de cartão no mundo.
O Prilex também vende sua tecnologia a outros grupos. A Kaspersky investiga suposta oferta de US$ 13 mil (R$ 67,7 mil) pelo vírus que afeta maquininhas.
Hoje, as principais gangues de cibercriminosos no mundo atuam bloqueando informações de grandes corporações para pedir resgates bilionários -esse sequestro de dados é chamado de ransomware. Com isso, os brasileiros ganharam projeção mundial no negócio menos lucrativo de golpes de cartão.
Procurada, a Polícia Civil do estado de São Paulo não informou desde quando investiga o Prilex.
Golpe inédito
Para o consumidor, a fraude começa com a mensagem “ERRO APROXIMACAO (sic) INSIRA O CARTAO (sic)”. Apesar dos erros de ortografia, a falha na maquininha causada pelo Prilex é um feito inédito, segundo a Kaspersky.
Os pagamentos por aproximação usam tecnologia NFC (Near Field Communication), e cada uso do cartão gera um código identificador próprio. Caso a informação seja interceptada por criminosos, não poderá ser utilizada em outra ocasião, o que dificulta clonagens.
A gangue brasileira contornou essa segurança com engenharia social. O malware induz o cliente a fazer o pagamento com a inserção do chip na maquininha.
Daí em diante, a quadrilha aplica o esquema da compra fantasma, que a Folha de S.Paulo já havia explicado em outubro.
O número de detecções do novo vírus em atuação ainda não é alto, o que pode indicar que ainda está em teste, de acordo com a Karpersky.
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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