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Governador fala das metas da gestão e garante: “Vamos continuar trabalhando juntos para aumentar a eficiência nos serviços que prestamos ao povo de Mato Grosso”

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Durante a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (02.02), o governador Mauro Mendes garantiu a continuidade da parceria com os deputados estaduais para “aumentar o nível de eficiência em todos os serviços” prestados pelo Estado.

Mauro Mendes apresentou aos deputados um resumo impresso contendo as principais entregas realizadas nos últimos quatro anos (confira ao final da matéria), e adiantou as metas desse segundo mandato.

“Com a ajuda de muita gente, fizemos todas essas ações. Agradeço a cada deputado por fazer parte de tantos resultados positivos e queremos renovar essa parceria”, afirmou.

De acordo com o governador, a principal meta dessa nova gestão será aumentar “de forma obsessiva” a eficiência em todas as áreas, e isso só será possível com apoio da Assembleia.

“A eficiência pública será o mais importante objetivo delineado ao povo mato-grossense. Queremos trabalhar juntos para aumentar o nível de eficiência em todos os serviços que prestamos. Durante os próximos quatro anos, essa será uma das principais bandeiras e demandas, até de forma obsessiva. Vamos trabalhar muito para que Mato Grosso seja referência no Brasil na eficiência pública”, pontuou.

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Mauro Mendes falou sobre as metas das principais áreas para Mato Grosso:

Educação – “Nós temos uma das melhores estratégias do Brasil para tirar Mato Grosso dessa posição vergonhosa de ainda estar em um dos piores lugares no Ideb. Estamos tomando medidas disruptivas, audaciosas, melhorando a infraestrutura, a área tecnológica, a área pedagógica com a contratação da Fundação Getúlio Vargas.

Precisamos aplicar a remuneração por resultado, para aqueles que fazem a diferença. Não tenho dúvida que podemos fazer isso. Vamos oferecer essa oportunidade para que aqueles que mais entregam resultados sejam premiados”.

Saúde – “Todas as nossas unidades foram ou estão recebendo investimentos. Todos os regionais e especializadas. Estamos construindo seis grandes hospitais. Aqui em Cuiabá, o Hospital Central será o maior e melhor hospital de Mato Grosso, não só de hospital público. Mas o grande desafio dos próximos anos não é da Infraestrutura. Mas tornar a Saúde mais eficiente, entregando melhor atendimento ao cidadão mato-grossense. 

Nós sabemos que o resultado não é adequado. Temos esse problema da fila de cirurgias, com muita gente esperando para fazer uma cirurgia e precisamos resolver isso. Nosso foco está na eficiência para trazer Saúde de qualidade”.

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Segurança – Fizemos importante investimentos. Ouço muitoa militares, comandantes e que eles me dizem é que a Polícia de Mato Grosso está entre as melhores do Brasil em equipamentos e tecnologia. Mas ao cidadão não importa se temos a melhor pistola, equipamentos e veículos, mas sim viver em Segurança, e é nisso que vamos focar.

Assistência Social – “Na área social, temos a menor taxa de desemprego do país. Precisamos compreender que a política de Assistência Social precisa existir, mas não assistencialismo. É preciso que demos oportunidades para que essas pessoas possam encontrar seus caminhos e tirarem o sustento do seu trabalho, garantindo essa dignidade.

Vamos continuar com nossas políticas  de auxílio, cestas básicas, mas empreender grandes e importantes esforços na habitação para viabilizar 40 mil casas populares, que é uma cobrança da primeira-dama Virginia Mendes”.

Acesso abaixo o balanço das principais entregas de 2019 a 2022

Fonte: GOV MT

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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