MATO GROSSO
Produtor de café recebe orientação da Empaer desde o cultivo até a embalagem para a venda
MATO GROSSO
Há cerca de quatro anos, o agricultor Antônio Sebastião Ribeiro, de 74 anos, vem recebendo assistência técnica da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) na produção de café, que hoje já está sendo embalado e comercializado. A plantação de 500 pés do fruto, na Chácara Nossa Senhora Aparecida, em Sinop (a 500 km de Cuiabá), envolve toda a família.
Toninho, como gosta de ser chamado, destaca a ajuda dos filhos na construção da marca ‘Café Artesanal Dom Antônio’, estampada na embalagem. O rótulo foi construído por uma empresa de Minas Gerais.
O café faz parte da vida dele desde criança, quando morava em Marialva, no Paraná. Em 1972, já em Mato Grosso, tentou produzir nos municípios de Santa Carmem e Nova Bandeirantes, mas sem sucesso.
“A ajuda da Empaer começou em Nova Bandeirantes, mas foi em Sinop que comecei a ver resultado e a investir. Os pés de café mais velhos estão com cinco anos e os mais novos com três, todos produzindo plenamente com colheitas anual sempre nos meses de junho e julho”, afirmou.
O produtor ressalta que o acompanhamento de um técnico da Empaer faz toda a diferença, principalmente quando começou a ver resultados. “Tudo é calculado e precisa ser seguido, conforme o orientado. Um exemplo é o calcário colocado um vez por mês 30 gramas, nem mais nem menos. Esse processo simples faz toda diferença no resultado”, disse.
Atualmente, Toninho está encantado ao ver o café que produz embalado. O investimento na compra da máquina para limpar, torrar e embalar foi de R$ 9,6 mil.
“Cada pacote é como um filho. Tem uma história de superação, amor e investimento. Todo investimento aconteceu depois que uma cliente queria comprar o café limpo. Mas investir em uma máquina somente para limpar seria inviável. Foi quando decidi limpar, torrar e moer. Daí surgiu outra demanda, a embalagem”, contou.
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O técnico da Empaer Thiago Tombini é quem orienta Toninho e outros produtores de Nova Bandeirantes. Ele reforça que o processo de produção do café é algo muito especial e exige dedicação exclusiva, porque a garantia de um bom grão depende de diversos fatores, além do processo posterior ao plantio que é tão importante quanto a chegada do grão para o consumo.
“Dá muito trabalho produzir café de forma artesanal, mas é compensador apreciar e ver a satisfação do produtor. Por ser artesanal todo processo do Café Artesanal Dom Antônio é desde a colheita, seleção, moagem, torra e embalo é manual”, explicou.
Segundo Tombini, a assistência técnica começou com a correção do solo, seguiu pelo plantio e adubação. “Para agregar valor e qualidade ao café, orientamos sobre a necessidade de uma embalagem metálica. O produto já tem rótulo e código de barra. O próximo passo é o registro da marca. Além do café que produz, Toninho está comprando cafés dos vizinhos e, com isso, pretende comercializar nos supermercados e feiras da cidade”.
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Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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