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Caminhão a gás é lançado em MT: “Medidas do Estado dão segurança para essa iniciativa”

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O presidente da Rota do Oeste, Gilmar Meneghini, afirmou que as medidas tomadas pelo Governo de Mato Grosso foram fundamentais para o lançamento do “Caminhão a Gás” no estado.

O modelo da Scania – distribuído pela Rota do Oeste – já roda na região sul do país e foi lançado nesta segunda-feira (27.01) em Mato Grosso, com a presença do governador Mauro Mendes.

Para Meneghini, essa iniciativa só foi possível porque o Estado tem mantido, desde 2020, contrato com a Bolívia para o fornecimento de gás natural.

“Em Mato Grosso, o custo do gás é muito bom, é o melhor do Brasil. Recentemente foi renovado o contrato com a Bolívia, dando mais estabilidade, dobrando a quantidade a ser consumida. Isso é muito importante e nós dá confiança para fazer o investimento”, relatou.

O caminhão a gás tem menor custo operacional, motores de 9 e 3 litros, movidos a gás natural e biometano, com baixos níveis de emissões, menos ruídos, e possui o mesmo desempenho, potência e dirigibilidade dos modelos a diesel.

Para o governador Mauro Mendes, essa novidade é prova de que os esforços do Governo de Mato Grosso para ampliar as matrizes energéticas já têm dado resultado.

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“Estamos trabalhando nessas parcerias para que o gás seja uma alternativa ao transporte, melhorando a logística e a competitividade do agronegócio e de todos os setores. O gás é muito menos poluente e isso vai ao encontro do desejo mundial e do nosso desejo em reduzir as emissões de carbono”, pontuou.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou que hoje o empresariado de Mato Grosso já enxerga o gás como uma alternativa rentável.

“Foi no governo Mauro Mendes que tivemos o primeiro contrato firme de gás natural, propiciando que as pessoas passassem a usar essa fonte de energia.  O gás se mostrou um combustível economicamente viável para o transportador e sustentável, alinhado com as metas de carbono zero em Mato Grosso”, ressaltou.

Também participaram do lançamento o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho; o presidente da Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás), Rafael Reis, além de empresários do setor.
 

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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