POLÍCIA
Polícia Civil identifica foragido com documento falso e descobre condenação por duplo homicídio em Rondônia
POLÍCIA
Um foragido do estado de Rondônia, condenado a 24 anos por um duplo homicídio no estado vizinho, foi identificado pela Polícia Civil e teve o mandado de prisão cumprido. Ele apresentou documento falso quando foi detido por crime de violência doméstica.
Nesta quinta-feira (23.03), a Gerência de Polinter e Capturas recebeu João Pereira de Barbosa, que foi conduzido pela PM, e relatou aos policiais civis ;que não era a pessoa presa e alegou que estava sendo injustiçado, apresentando o nome de Iran Rogério Silva.
A equipe da Polinter apurou que o suspeito incendiou a motocicleta da esposa nesta madrugada e, dias atrás, havia queimado todos os móveis da residência da vítima. Diante disso, a equipe da Polinter fez um levantamento para identificar o verdadeiro nome do suspeito.
Os policiais identificaram que o nome real é João Pereira Barbosa, condenado a 24 anos de reclusão por um duplo homicídio ocorrido há 17 anos, em Rondônia, e era fugitivo do Sistema Penitenciário daquele estado.
O condenado foi levado a uma unidade policial para o registro do flagrante por uso de documento falso e depois encaminhado audiência de custódia da Justiça.
Crimes
O condenado cometeu os homicídios na zona rural de Porto Velho, em agosto de 2005. Ele efetuou disparos contra Francisco Falcão Maia, provocando lesões que causaram a morte da vítima.
Para assegurar a ocultação do primeiro homicídio, João Barbosa envolveu uma corda no pescoço de Jeferson Nunes da Silva e também matou a vítima.
Segundo a investigação, Jeferson, que supostamente estava alcoolizado e portando uma arma de fogo, cobrou João de uma dívida que este tinha com a vítima Francisco. Diante da cobrança, o autor do crime tomou a arma de Jeferson, foi à casa da vítima Francisco e dizendo que queria comprar uma bebida e pagar a dívida, pediu que abrisse a porta, quando desferiu os disparos que contra Francisco.
Depois, João foi à casa onde se encontrava a vítima Jeferson e, para não ser delatado por ela, deu um golpe, o imobilizando e depois pôs uma corda no pescoço da vítima, apertando até causar a morte.
A Polícia Civil de Rondônia concluiu que o homicídio teve motivação torpe, pois o autor quis se vingar da vítima Francisco pela cobrança de uma dívida de apenas RS 35,00. E ainda atuou com dissimulação, pois usou o pretexto de comprar bebida e pagar a referida dívida, para surpreender e matar a vítima.
Fonte: Policia Civil MT – MT
MATO GROSSO
Operação Prende Suspeitos de Envolvimento em Ataques a Casa e Escritório de Advogado
A Delegacia da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde deflagrou a Operação Contra Impetum para cumprir nove mandados judiciais, nesta quinta-feira (16.1), contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos no ataque à casa e escritório de um advogado e a uma empresa da cidade.
Estão em cumprimento seis ordens de prisão e três de buscas e apreensões empregando um efetivo de policiais civis da região, com apoio da Gerência de Operações Especiais da Polícia Civil.
A operação é uma contrarresposta da Polícia Civil aos ataques ordenados por membros da facção criminosa contra três locais em Lucas do Rio Verde. Os mandados foram deferidos pelo juízo da 5a Vara Criminal de Sinop, de combate ao crime organizado.
O primeiro ataque ocorreu no dia 1° de novembro contra a sede de uma empresa agrícola. O segundo foi registrado na noite de dois de novembro, contra o escritório do advogado. No dia seguinte, a residência do profissional foi também alvo de disparos de arma de fogo.
Investigação
Com o início das diligências investigativas, a equipe da Delegacia de Lucas do Rio Verde apurou que na data anterior aos ataques ao escritório e casa do advogado, a sede de uma empresa agrícola na cidade também foi alvo de disparos de arma de fogo.
As investigações apontaram que os ataques foram ordenados por dois integrantes de uma facção, identificados no inquérito policial, e executados por cinco outros criminosos ligados ao grupo. Um dos líderes da facção chegou a enviar mensagens ao advogado dizendo que o profissional teria que ‘devolver’ um veículo, recebido como pagamento de honorários. O empresário também recebeu ameaças por mensagens.
As diligências identificaram os autores dos ataques, sendo um deles preso no decorrer da investigação. Conforme a apuração, os executores afirmaram que o ataque ao escritório era ‘pra dar um susto no advogado’, pois o profissional estaria, supostamente, dando golpe em clientes. A Polícia Civil também identificou a outra dupla que fez os disparos que atingiram a casa do advogado.
Em relação ao ataque à empresa agrícola, a investigação apurou que os disparos foram ordenados por duas pessoas contra quem o empresário havia ajuizado uma ação sobre a disputa de um imóvel em Lucas do Rio Verde. Após a vítima entrar com a ação, passou a receber ameaças.
Reaver veículo e desistência de ação
De acordo com a apuração, o advogado atuou na defesa de duas pessoas presas em flagrante em outra ocorrência. Como pagamento pelos honorários, ele havia recebido um veículo.
Contudo, o cliente tentou reaver o veículo, mesmo sem pagar os honorários combinados. Em uma das oportunidades, o cliente teria saído do escritório do advogado afirmando que resolveria a situação de uma forma ou de outra.
As informações reunidas na investigação indicaram que o cliente defendido pelo advogado fez contato com os criminosos que lideram a facção em Lucas do Rio Verde e pediu que empregassem alguma ação para fazer o advogado devolver o veículo usando, para tal fim, qualquer meio violento.
Além disso, o mesmo investigado também pediu aos criminosos que empregassem uso de violência contra o empresário para forçá-lo a desistir da ação judicial em andamento. Diante dos pedidos criminosos, os líderes da facção recrutaram os cinco suspeitos identificados na investigação para fazer os disparos contra os três locais.
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