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Mário Moreira é nomeado novo presidente da Fiocruz

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Mário Moreira, doutor em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Paraná, é o novo presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A portaria com a nomeação foi publicada nesta quinta-feira (13), no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com a instituição, a nomeação segue resultado de eleição interna, realizada entre os dias 22 e 24 de março, para cumprimento do mandato pelos próximos dois anos. Na votação, Mario Moreira recebeu 3.405 votos, que representam 91,68% do total de 3.714 votos válidos.

“Em cenário de candidatura única, esse foi o processo eleitoral com maior participação dos servidores da Fiocruz, numa demonstração de fortalecimento da gestão participativa e democrática na instituição”, informou em nota.

A Fiocruz informou ainda que a eleição foi convocada extraordinariamente pelo Conselho Deliberativo para escolher o candidato que ocuparia o cargo de presidente até 2024. Mario Moreira sucede a Nísia Trindade Lima, que saiu do cargo após ser nomeada ministra da Saúde.

Mandato

O texto da portaria indica que o mandato teria um período maior, mas o gabinete da Presidência da Fiocruz encaminhou ao Ministério da Casa Civil da Presidência da República um pedido para “corrigir a informação sobre o período do mandato, publicado equivocadamente na portaria como de quatro anos”.

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Mário Moreira vinha ocupando a presidência em exercício da Fiocruz desde a saída de Nísia para o Ministério da Saúde. Na época, exercia o cargo de diretor-executivo da Fiocruz.

O novo presidente está na instituição desde 1994. No doutorado em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Paraná, fez estágio doutoral na Universidade de Coimbra, em Portugal. Mário Moreira é também mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e em Gestão de Tecnologias e Inovação pela Universidade de Sussex, no Reino Unido. Além disso, é especialista em Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas. Em 2017, tornou-se vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz. Em 2022, passou a ocupar o cargo de diretor-executivo.

Fonte: EBC GERAL

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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