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2023 | Rondonópolis é a cidade que mais gera empregos no interior de MT

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Rondonópolis abre 438 vagas de trabalho com carteira assinada em março e acumula 1.909 novos empregos em 2023, sendo o Município do interior que mais gerou empregos nos períodos. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho.

O Caged apontou que em março foram registradas na cidade 4.558 admissões e 4.120 desligamentos, gerando um saldo positivo de 438 postos de trabalho. No acumulado do ano, Rondonópolis contabilizou 13.935 admissões frente a 12.026 desligamentos, o que resultou na criação de 1.909 vagas de trabalho.

O setor de serviços é o principal responsável pelos resultados positivos na geração de empregos. Em março, o setor promoveu a abertura de 237 vagas e no acumulado entre janeiro e março, foram 1.070 vagas criadas. Ao todo, o setor de serviços emprega 31.307 pessoas em Rondonópolis.

Também com resultados positivos em março, o comércio foi responsável pela abertura de 231 vagas com carteira assinada. Em 2023, já foram criadas pelo setor um total de 380 vagas. Atualmente, o setor emprega 19.461 trabalhadores.

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O setor da construção civil vem, assim como o de serviço e comércio, contabilizando resultados positivos em 2023. Em março, foram abertas 118 vagas de trabalho no setor. No somatório entre janeiro e março deste ano, a construção civil promoveu a criação de 484 vagas na cidade. Ao todo, o setor emprega hoje 5.710 pessoas.

Os setores da agropecuária e da indústria foram os únicos que não registraram saldo positivo na geração de empregos em março. Enquanto a agropecuária fechou 101 vagas de trabalho no mês, a indústria registrou menos 47 vagas.

No acumulado do ano, entretanto, a agropecuária tem saldo positivo, com a abertura de 56 novos postos de trabalho com carteira assinada. Já, a indústria, fechou 81 vagas no período.

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Empreendedorismo feminino cresce 20% em MT e já soma 244 mil donas de negócios

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A necessidade financeira e a oportunidade de atuar na área desejada impulsionam o aumento de mulheres no empreendedorismo. Pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT) revela que 244 mil mulheres são donas do próprio negócio no estado. O volume expressivo representa crescimento de 20% em relação a 2025. Em todo o país, são 11 milhões de empreendedoras.

A diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destaca que essa presença vai além dos números e reflete uma transformação social profunda. “Grande parte das empreendedoras é mãe e responsável pelo sustento do lar. Observamos que, cada vez mais, elas estão mais capacitadas e qualificadas para tocar o próprio negócio em busca de independência, o que transforma a realidade de suas famílias e comunidades por meio da gestão empresarial”, afirma Lélia.

Os números do levantamento confirmam a análise e traçam um perfil detalhado: seis em cada dez dessas mulheres têm entre 25 e 44 anos. No âmbito familiar, 61% são casadas, enquanto solteiras e divorciadas somam 16% cada; 68% do total possuem filhos. Quanto à escolaridade, 47,7% concluíram o ensino médio, 38,1% têm ensino superior e 1,8% possuem pós-graduadas, o que evidencia uma base educacional sólida para a condução das empresas.

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No que diz respeito à atuação no mercado, o setor de serviços lidera com 40%, seguido de perto pelo comércio, com 38%. Os nichos de maior destaque incluem higiene e cosméticos, moda, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e artesanato. A maturidade desses empreendimentos também chama a atenção: 42,9% das empresas são consideradas consolidadas, com tempo de atuação entre 3,5 e 9 anos.

A motivação para abrir o próprio negócio se divide entre sonho e realidade. Enquanto 40% das entrevistadas empreendem por oportunidade, outros 40% o fazem por necessidade financeira. Além disso, a busca por autonomia (31%), a paixão por determinado trabalho (29%) e o desejo por horários mais flexíveis (22%) aparecem como fatores determinantes para a decisão de investir na própria trajetória profissional.

Barreiras

Apesar do crescimento, o acesso ao crédito permanece como um dos principais gargalos para a expansão desses negócios. A pesquisa aponta que três quartos das empreendedoras enfrentam dificuldades nessa área: 31% nunca buscaram crédito, 20% nunca procuraram, mas têm interesse; e 22% já tentaram obter o recurso, mas tiveram o pedido rejeitado. Quando conseguem financiamento, destinam o capital prioritariamente a capital de giro, reformas, ampliação, compra de materiais e quitação de dívidas.

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Outro ponto crítico é a informalidade, alimentada por entraves burocráticos e receios financeiros. Para 38% das mulheres, o excesso de burocracia representa o maior obstáculo à formalização, enquanto 21% admitem medo de assumir compromissos fiscais. Além disso, 20% das entrevistadas não veem necessidade imediata de formalizar o negócio. Na visão de analistas, os indicadores mostram espaço importante para ações de conscientização e simplificação de processos por parte dos órgãos de apoio.

Sobre a pesquisa

O levantamento especial feito pelo Sebrae/MT foi realizado por meio de entrevistas telefônicas, com 1.304 empreendedoras no estado de Mato Grosso. O estudo apresenta uma taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4%.

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