MATO GROSSO
Polícia identifica locais que podem ter até 6 bandidos escondidos
MATO GROSSO
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre César Mendes, afirmou que as forças de segurança detectaram “dois pontos quentes” no interior do Tocantins, em que até seis criminosos do Novo Cangaço podem estar escondidos.
Até esta terça-feira (2) a Polícia já havia conseguido matar 15 bandidos e prender outros quatro. No último dia 9 de abril, a quadrilha aterrorizou moradores de Confresa.
“Temos dois pontos quentes, dois locais em que temos certeza que tem bandido ali dentro, até porque os vestígios encontrados são recentes. Em dois pontos nós acreditamos que três a seis bandidos ainda se encontram escondidos”, afirmou em entrevista à TV Centro América.
Segundo o comandante, o número de bandidos que integram a quadrilha e que deram apoio ao crime é bem maior.
“Tiveram pessoas que deram apoio. Até agora não conseguimos localizar os piloteiros. Acreditamos que um ou dois que conhecem muito bem o Rio Araguaia – para poder percorrer ele a noite – deram apoio a esses bandidos”, disse.
“As buscas continuam, nós só sairemos de lá quando o último bandido for capturado”, afirmou.
Além dos criminosos tirados de circulação, foram apreendidos vários fuzis e munições.
Fuga
O comandante explicou que o bando fugiu pelo Rio Araguaia desembocando no no Rio Javaés, em Tocantins.
“De um lado fica a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do Mundo. Pela Ilha do Bananal não seria impossível fugir. Eles pegaram uma estrada vicinal, a TO-080, onde essa estrada dá acesso a duas cidades, Marianópolis e Caseara”, disse.
“Temos alguns assentamento na região, onde a todo o momento os moradores nos apoiam com informações, as tropas são deslocadas a esses locais e fazemos alguns cercos. Temos equipes preparadas […], equipes treinadas para fazer o adentramento na mata”, afirmou.
Segundo o comandante, essa é a maior operação da história em termos de junção de esforços para o mesmo fim. Além de Mato Grosso, integram a operação forças da segurança pública de Tocantins, Pará, Goiás e Minas Gerais.
“Ou esses bandidos mudam de ramo ou aqui eles não atuam mais. Aqui sempre terá a resposta necessária e a altura”, afirmou.
O caso
A ação do Novo Cangaço em Confresa aconteceu no dia 9 de abril, quando uma quadrilha com cerca de 20 membros invadiu a cidade para roubar a transportadora de valores Brink’s.
Durante a ação, eles entraram na base da PM na cidade e atearam fogo em veículos. Apesar de explodirem artefatos dentro da Brink’s, eles não conseguiram levar o dinheiro.
Já são 23 dias de operação.
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
-
MATO GROSSO8 horas atrásLeitura e faturamento de energia são temas de capacitação para conselheiros do CONCEEL-EMT
-
MATO GROSSO8 horas atrásConselheiros de Mato Grosso participam de debate sobre nova era do mercado de energia
-
MATO GROSSO8 horas atrásGrupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões