MATO GROSSO
Dia das Mães pode movimentar mais de R$ 760 milhões na economia de MT
MATO GROSSO
A pesquisa de intenção de compra dos mato-grossenses para o Dia das Mães, revelou que 64% dos entrevistados pretendem fazer compras em comemoração à data, celebrada no próximo dia 14 (domingo). O levantamento foi realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) com 266 pessoas de 32 municípios do estado, entre os dias 6 a 27 de abril.
O levantamento traz o gasto médio dos entrevistados, que será de R$ 334,16, o que, segundo a análise do IPF-MT, poderá movimentar até R$ 762 milhões na economia do estado. Roupas e acessórios foram os objetos mais citados por 38% dos entrevistados, que pretendem presentear as mamães, seguido de perfumes 33%, chocolate 6%, e eletrônicos com 5%.
O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, demonstra otimismo com a segunda melhor data comemorativa do ano para as vendas. “O Dia das Mães é uma data bastante celebrada no país, principalmente pelos comerciantes por ser considerada uma das datas mais importantes do calendário comercial. Esperamos que as vendas no comércio impulsionem e aqueçam ainda mais a economia de Mato Grosso, aumentando as vendas em vários segmentos do comércio e serviços”, destacou.
As lojas de rua serão os estabelecimentos mais procurados por 62% dos que disseram que irão realizar compras no período. Outros 22% disseram que vão fazer compras em shopping centers e apenas 7% das pessoas devem comprar em sites ou aplicativos.
Entre os que não consumirão na data, 49% disseram que não comemoram; em seguida 25% apontam questões financeiras e 17% por distância geográfica, ou seja, não moram no mesmo local da pessoa que desejam presentear.
Outro dado interessante da pesquisa é sobre as formas de pagamento na hora da compra do presente. Para os que pretendem comprar na data, o cartão de crédito será o mais utilizado com 45%, o cartão de débito 22%, e o pagamento via PIX 19%. O menos citado foi o dinheiro em espécie, com apenas 15%.
Wenceslau Júnior destaca, ainda, os presentes de eletrônicos e eletrodomésticos., que têm crescido nos últimos anos. “As mães também estão conectadas e gostam de ganhar produtos modernos, de última geração, elevando o ticket médio por serem bens de maior valor”, afirma ele.
O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.