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Retomada da ‘FIT Pantanal 2023’ é marcada pela divulgação dos potenciais turísticos de MT para o mundo

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Após cinco anos sem ser realizada, a Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal) chegou à sua 30ª edição como uma vitrine consolidada para a exposição e divulgação dos produtos e potenciais turísticos de Mato Grosso para o mundo, além de ser palco para integração dos municípios mato-grossenses e do estado com países da América do Sul.

A FIT Pantanal 2023, realizada pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/IPF-MT e governo do estado, entre os dias 4 e 7 de maio, reuniu, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, 211 expositores, entre eles Bolívia, Paraguai e Peru, e uma extensa programação com quase 70 atividades, como palestras, oficinas, rodadas de negócios, painéis, mesas redondas e 20 apresentações culturais que valorizaram os costumes regionais.

No encerramento do evento, na noite de ontem (7), o presidente do Sistema Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, destacou a parceria na realização da feira. “Promover um evento gratuito desse porte não foi uma tarefa fácil, mas com a união de todos foi possível realizar este grande projeto. Agradeço ao governo do estado e todos os parceiros e apoiadores, como a Prefeitura de Cuiabá, a Assembleia Legislativa e o Sebrae-MT, que foram fundamentais para o sucesso da retomada da divulgação dos potenciais turísticos de Mato Grosso para o mundo”, celebrou Wenceslau Júnior.

Representantes do turismo, hospitalidade e lazer destacaram a visibilidade conferida pela FIT Pantanal 2023 aos seus produtos turísticos e calendário de eventos. Para a secretária municipal de Turismo de Barra do Garças, Jessika Hirata, a ‘FIT Pantanal 2023’ superou as expectativas. “Muitas pessoas que não conheciam Barra do Garças passaram a ter vontade de ir ao município a partir do que mostramos e trouxemos de material do ecoturismo, parque de águas termais, temporada de praia, Parque Estadual da Serra Azul e atrações urbanas. Fizemos degustação de cachaças artesanais, mel da serra do Roncador e nossos ETs, em formato de bonecos, que atraíram o público infantil. Foi excelente!”, comemorou a secretária.

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O evento proporcionou a aproximação entre os municípios mato-grossenses, conforme o secretário municipal de Esportes e Turismo de Comodoro, Silvio Benites. “Recebemos visitas de várias pessoas e trocamos muitas ideias com as cidades da nossa região, principalmente do Vale do Guaporé, médio-norte e sul do estado que engrandecem os nossos conhecimentos. Comodoro trouxe o artesanato e os costumes dos povos indígenas, turismo de aventura, belezas naturais, como cachoeiras e o rio Guaporé, um dos mais importantes de Mato Grosso, que faz divisa com o município de Vila Bela da Santíssima Trindade, o estado de Rondônia e com a Bolívia”, comentou o chefe da pasta.

A secretária municipal de Turismo, Indústria e Comércio de Juscimeira, Bruna Martinez, descreveu a presença na ‘FIT Pantanal 2023’ como uma experiência única. “Juscimeira está muito feliz por estar aqui. Já recebemos muita gente no nosso estande que não conhecia a cidade e agora sabe dos produtos, cachoeiras e atrações da capital mato-grossense das águas quentes. A feira possibilitou a troca de contatos para levar turistas e investimentos para o nosso município”, elencou Martinez.

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Para Wenderson Magalhães, turismólogo da secretária municipal de Turismo e Cultura de Nobres, a participação na FIT foi muito positiva. “Exibimos Nobres não só para o mercado interno, como para o mercado externo também. Tivemos uma participação relevante de público nacional e internacional. Foi sensacional ter a oportunidade de apresentar Nobres e abordar mais detalhes para que os visitantes da feira possam ir nos conhecer. A organização está de parabéns”, enfatizou o profissional.

A FIT Pantanal 2023 contou com apoio institucional da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e Prefeitura de Cuiabá; parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MT), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Secretaria de Estado Agricultura Familiar (Seaf-MT) e outras 14 instituições apoiadoras.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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