MATO GROSSO
Novo Hospital Universitário chega a 40% de execução das obras
MATO GROSSO
As obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller atingiram 40% de execução física das obras. Com 58,3 mil metros quadrados de área construída, a nova unidade hospitalar segue com sua construção dentro do cronograma esperado, com entrega prevista para novembro de 2024.
O hospital está localizado na MT-040, entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger. As obras são executadas por meio de um convênio firmado entre o Governo do Estado e a Universidade Federal de Mato Grosso. O investimento total é de R$ 218 milhões, divididos igualmente entre Estado e União.
Segundo o secretário adjunto de Obras Especiais da Sinfra-MT, Isaac Nascimento Filho, as obras estão em pleno vapor. “No momento nós temos mais de 300 funcionários no canteiro de obras, trabalhando em um ritmo muito bom”, afirmou.
No total, o hospital terá oito blocos construídos em uma área de 147 hectares. Ele contará com 228 leitos de internação, 68 de repouso e 63 de UTI, sendo 18 pediátricos e 25 neonatais. Também serão construídos 12 centros cirúrgicos, 85 consultórios, 45 salas de exame e 21 salas para banco de sangue e triagem.
No momento são realizados trabalhos de alvenaria, para erguer todos os blocos, e serviços de elétrica e hidráulica nas estruturas mais avançadas.
As obras do novo hospital começaram em 2012, mas o contrato foi rescindido em 2014 devido ao não cumprimento do cronograma – à época apenas 9% do total previsto estava executado. A nova licitação foi realizada em maio de 2020, e, após a elaboração dos projetos executivos, as obras começaram em novembro de 2021, com previsão de três anos de execução.![]()
“Essa gestão assumiu a obra abandonada, com um terreno completamente alagado e muitos problemas que pareciam sem solução. Mas, com muito trabalho, nós buscamos todas as soluções necessárias para resolver os problemas e retomar as obras. Essa é uma prova da seriedade da atual gestão com o uso de recursos públicos”, afirmou o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.
Depois de construído, o hospital será administrado pela UFMT. Além de importante centro de atendimento e referência para vários tratamentos, o hospital é fundamental para a formação acadêmica dos profissionais da área de saúde.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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