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Seplag promove palestras online sobre inovação no setor público

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A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) realiza, nesta quinta e sexta-feira (18 e 19.05), dois eventos sobre políticas inovadoras no setor público. A Embaixadora de Barbados no Brasil, Tonika Sealy Thompson, e o cofundador da startup Catálise, Tomaz Vicente, são os convidados.

Os encontros, realizados por meio do Sistema de Inovação em Práticas Públicas do Estado de Mato Grosso (Sinova-MT), ocorrem de forma online, com transmissão pelo Youtube da Secretaria, a partir das 9h e 10h, respectivamente.

A primeira live será mediada pelo Núcleo de Assuntos Internacionais da Casa Civil e terá como tema “Pontes Globais da Inovação: Barbados”, em que serão abordadas algumas iniciativas inovadoras no serviço público que o país caribenho tem em parceria com o nosso.

A embaixadora de Barbados no Brasil, Tonika Sealy Thompson, adianta a relevância que os servidores públicos, sejam eles federais, estaduais ou municipais, desempenham para a sociedade.

“A prática do serviço público, ou de servir ao público, é uma das mais nobres e deveria ser lugar prioritário de investimento em inovação. No entanto, esse espaço ainda está muito ligado ao conservadorismo e a uma resistência a mudanças. Esse é um desafio urgente a ser solucionado, pois é o servidor público que mantém as regras que determinam o ordenamento social”, argumenta.

Segundo a embaixadora, inovar requer força para confrontar padrões e conceitos obsoletos. “A prática atual do serviço público não pode ser a mesma de anos atrás”, reforça.

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A live também vai contar com a participação do secretário adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas da Seplag, Sandro Brandão. Para ele, as iniciativas de sucesso desenvolvidas na gestão pública de Barbados podem inspirar políticas mato-grossenses que convergem para a mesma área.

“O Brasil é um país jovem, não só pela sua idade, mas também levando em consideração a maturidade cultural e política desde sua redemocratização. Então, essa ponte com Barbados, a mais nova república do mundo, com um histórico colonial e uma ancestralidade semelhante a nossa, pode contribuir como orientação para políticas no nosso contexto socioeconômico”.

A segunda live ocorre no dia 19 de maio, a partir das 10h, com o tema “Desenvolva sua Mentalidade Inovadora” e mediação da coordenadora de Intraempreendedorismo e Inovação da Seplag, Angélica Monteiro. O convidado será o economista e especialista em gestão pública, Tomaz Vicente.

Junto com o designer Bruno Rizardi, Vicente criou a startup Catálise, que conecta pessoas e governos em busca de políticas públicas mais humanas. Ao aproximar as pessoas que vivenciam seus contextos das que pensam a gestão governamental, a empresa traz novos pontos de vista e soluções aos servidores públicos.

“A maioria das pessoas crê na máxima de que 20% do esforço resolve 80% dos problemas. Outros pensam que 100% do esforço resolve 100% dos problemas, que é o perfeccionismo. Alguns enxergam o erro como fracasso. Mas já digo de antemão que qualquer solução inovadora é muito mais uma sucessão de erros e aprendizagem do que de acertos”, antecipa Vicente.

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A gestora governamental da Seplag e líder do projeto GentInova em 2023, Flávia Pimenta, destaca que o intercâmbio das lives com Barbados e a startup Catálise procura expandir as fronteiras e os conceitos de inovação em diferentes espaços.

“Precisamos derrubar o mito de que inovação é algo relacionado à Tecnologia da Informação (TI), que é cara e que é privilégio de pessoas criativas e inteligentes. Na verdade, inovação é qualquer iniciativa que traga melhoria para o serviço público. Pode ter impacto dentro daquele setor específico ou na sociedade como um todo, além de ser uma habilidade desenvolvida aos poucos e por qualquer pessoa que tenha interesse”.

Para participar das lives, acesse o canal da Seplag-MT no YouTube, ou, se preferir, faça seu cadastro através da Sympla para receber o link da conversa via Google Meet.

Sobre o GentInova
Ciclo de encontros online sobre inovação no setor público que visam promover a disseminação da cultura de inovação no setor público; facilitar a compreensão do servidor sobre o que é intraempreendedorismo e inovação no serviço público; e dar visibilidade a servidores e projetos inovadores. A cada encontro, o GentInova traz um convidado para compartilhar suas experiências, projetos e conhecimento sobre
o tema.

Fonte: Governo MT – MT

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Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

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“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

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Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

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A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

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