MATO GROSSO
“MT está à frente na corrida por fontes de energia limpas com 95% de geração renovável”, destaca secretária
MATO GROSSO
“Quando falamos de geração de energia elétrica no mundo, pouco mais de 28% é renovável; no Brasil, 82%; e em Mato Grosso, 95%. Aponto isso para dizer que no caso do nosso Estado, a nossa média é muito melhor que a brasileira e que a mundial”, afirmou.
A disponibilidade de energia limpa, segura, e competitiva, é um fator essencial para o desenvolvimento econômico, explicou a secretária. Ela destacou o papel fundamental do órgão ambiental no processo de transição energética, para garantir a sustentabilidade e viabilidade ambiental, por meio do processo de licenciamento.
“Não há um ambiente favorável para investimento em tecnologia, pesquisa, em novas alternativas se não tivermos um licenciamento ambiental que dê previsibilidade ao investidor”, destaca sobre a eficiência do licenciamento ambiental do estado.
Em Mato Grosso, a Sema investiu em eficiência e reduziu o tempo médio do licenciamento convencional, feito em três fases, em 60% nos últimos quatro anos, chegando a uma resposta ao empreendedor em até 90 dias.
Ela destaca ainda um caso inovador de geração de energia limpa licenciado pelo órgão ambiental: a indústria de etanol de milho gera eletricidade através do vapor d’água. Ela destaca que MT possui um grande potencial de cogeração de energia durante o processo industrial.
“No nosso cenário, os produtos de Mato Grosso fazem jus a prêmio de qualidade ambiental, especialmente quanto às emissões de carbono. Uma transição energética integra uma estratégia de redução dos gases de efeito estufa, e vai implicar em uma profunda transformação na infraestrutura e uso de energia, e isso envolve desafios ambientais”, complementou.
A queima de combustíveis fósseis é a principal fonte de energia poluente, que gera gases do efeito estufa. A forma representa quase 30% da geração de energia global, e menos de 5% em Mato Grosso. Energia renovável é toda aquela que não esgota recursos naturais no processo de geração de energia, como hidráulica, eólica e solar.
A gestora participou do painel “Os desafios ambientais dos empreendimentos de energia e a transição energética”, na última segunda-feira (22.05), como parte da programação do II Congresso Ambiental dos Tribunais de Contas, realizado em Cuiabá.
Congresso
O evento é realizado pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, entre os dias 22 e 23 de maio, e reúne autoridades e especialistas com atuação nacional e internacional para tratar da conservação dos biomas e desenvolvimento sustentável.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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