CÂMARA FEDERAL
“Marco temporal garante direito à preservação indígena”, destaca Coronel Fernanda
POLÍTICA MT
A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Marco do Temporal de demarcações de terras indígenas (PL 490/07), por 283 votos a favor e 155 contra, na noite desta terça-feira (30). A iniciativa, apoiada pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), estabelece que poderão ser demarcadas apenas as terras já ocupadas por povos indígenas até 5 de outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição Federal.
A congressista, que integra a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) e Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), assegura que a aprovação do PL vai equilibrar discussões e resolver conflitos no campo.
“O Marco Temporal é benéfico porque garante a preservação indígena e do seu território, além de conferir segurança jurídica ao produtor rural e à propriedade privada no Brasil”, defende ela.
A parlamentar reforça que a medida reconhece a importância dos povos indígenas no País e seus respectivos direitos, conforme estabelece o artigo 231 da Constituição Federal. E mais, atesta o direito de propriedade, por meio da criação de Reservas Indígenas (art. 26 da Lei nº 6.001/73), garantindo a indenização das propriedades afetadas.
Na sequência, o texto segue para análise do Senado. Em caso de aprovação, vai para sanção presidencial.
Supremo
O Marco Temporal está na pauta de votação do Supremo Tribunal Federal (STF) da próxima quarta-feira (07). Durante a sessão, os ministros podem votar uma ação que define se a promulgação da Constituição de 1988 pode servir como marco temporal para o tema.
POLÍTICA MT
Alex Rodrigues aparece entre os nomes citados em pesquisa para deputado estadual em Mato Grosso
A corrida por uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) segue marcada por um alto índice de indefinição do eleitorado. Pesquisa de intenção de voto espontânea realizada pelo Instituto Mais, por encomenda do Portal VG Notícias, revela que 62,7% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder, enquanto 20,3% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Somados, os dois grupos representam 83% do eleitorado sem um voto definido.
Entre os nomes lembrados espontaneamente pelos entrevistados, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) lidera com 1,8% das citações.
Indecisão é o principal cenário da disputa
O levantamento reforça que a eleição para deputado estadual ainda está em uma fase inicial de consolidação. Como a pesquisa foi realizada no formato espontâneo, sem apresentação de lista de candidatos aos entrevistados, o percentual elevado de indecisos demonstra que a maioria dos eleitores ainda não definiu sua escolha para a ALMT.
Além dos 62,7% que não souberam responder, os 20,3% que declararam intenção de votar em branco ou anular o voto ampliam o cenário de indefinição para mais de oito em cada dez eleitores.
Lúdio lidera lembrança espontânea; Alex Rodrigues aparece entre os nomes citados
Na pesquisa espontânea, Lúdio Cabral aparece na primeira colocação, com 1,8% das intenções de voto. Em seguida estão Dr. João (MDB), com 1,5%; Thiago Silva (MDB), com 1,4%; Gilberto Cattani (PL) e Max Russi (Podemos), ambos com 1,3%; e Eduardo Botelho (MDB), com 1,2%.
Na sequência aparecem Aldecino Lopo (Podemos) e Nininho (PSD), ambos com 0,8%, seguidos por Meraldo Sá (Podemos) e Dilmar Dal Bosco (União Brasil), com 0,7% cada. Jéssica Riva registra 0,5%, enquanto Valdir Barranco (PT) soma 0,4%.
O levantamento também registra um grupo de candidatos lembrados por 0,3% dos entrevistados. Entre eles está Alex Rodrigues, além de Moacir Couto, Zé Carlos do Pátio, Alan Porto, Diego Guimarães, Beto Dois a Um, Carlos Sirena, Ari Lafin, Léo Bortolin, Alcino Barcelos e Adenilson Rocha.
Segundo o relatório divulgado, candidatos com percentual inferior a 0,3% não foram individualizados na tabela da pesquisa.
Como foi realizada a pesquisa
O levantamento foi conduzido pelo Instituto Mais entre os dias 21 e 26 de julho de 2026, ouvindo 1.200 eleitores em diferentes municípios de Mato Grosso.
A pesquisa possui margem de erro de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A definição da amostra utilizou informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando os Censos Demográficos de 2010 e 2022.
O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-05675/2026 e BR-07878/2026.
