MATO GROSSO
Operação do Exército e PF desarticula garimpo ilegal em terra indígena de Mato Grosso; maquinários apreendidos e barracas destruídas
MATO GROSSO
A Polícia Federal encerrou esta manhã, a operação Alfeu VIII em conjunto com a operação Ágata do Exército Brasileiro, com objetivo de reprimir os ilícitos ambientais de extração ilegal de ouro e usurpação de bens da União, desocupar as áreas atingidas pelos garimpeiros, além de apreender maquinários e destruir utensílios utilizados na atividade de garimpagem ilegal em três pontos dentro da Terra Indígena Sararé, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (522 quilômetros de Cuiabá). Não houve prisões.
A PF informou que foram realizadas buscas por instrumentos de crime e maquinários utilizados pelos criminosos, além de abordar e identificar os garimpeiros atuantes naquela região. Os bens sem valor monetário expressivo ou de difícil/impossível remoção que foram encontrados em toda a extensão da Terra Indígena Sararé foram destruídos.
As ações foram divididas em três garimpos. Na área denominada Sararé, foram apreendidos ou destruídos sete motores estacionários (R$ 140 mil), duas pás carregadeiras (R$ 1,6 milhão), três geradores e 500 litros de diesel (R$ 2,5 mil). No garimpo da Mineradora foram 11 motores elétricos e geradores (R$ 100 mil) 18 britadeiras elétricas e 500 litros de diesel (R$ 21,7 mil). No garimpo Tirolesa são cinco motores a gasolina (R$ 100 mil) e cinco geradores (R$ 10 mil).
A Polícia Federal destacou que essa fase da operação busca angariar elementos para a condução de investigações de seguimento, a fim de identificar os financiadores dessa atividade ilegal, além de descapitalizar toda essa organização criminosa que, ao atuar dentro da Terra Indígena Sararé, causam danos ambientais irreversíveis.
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“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0
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