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Acidente com caminhão interdita a BR-040 na pista sentido Petrópolis

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Um incêndio em um caminhão carregado de combustível, que tombou na altura do quilômetro 96 da BR-040, em Duque de Caxias, na pista em direção a Petrópolis, na região serrana, interrompe o trânsito na rodovia. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista do caminhão morreu no local. O veículo acidentado é do tipo tanque bitrem, que é formado por dois semirreboques, ligados por um engate.

Além do caminhão, quatro carros foram atingidos pelo fogo e ficaram destruídos. Conforme a PRF, o motorista de um desses veículos, queimou o braço superficialmente e não precisou de atendimento em hospital.

Os bombeiros e empregados da Concer, concessionária que administra a via, começaram a trabalhar no local pouco depois do acidente. Eles atuam com uma equipe do Grupamento de Operações com Produtos Perigosos (Gopp). O trabalho é intenso por causa da quantidade de combustível que era transportado pelo caminhão.

Em vários momentos, quando as chamas pareciam controladas, ocorreram explosões, fazendo ressurgir o fogo alto em consequência do espalhamento do combustível, que escorreu pela pista atingindo também a vegetação ao redor.

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Ainda segundo a PRF, o acidente ocorreu às 6h30 e a via está interditada a partir da praça de pedágio, em Xerém, km 102, também em Duque de Caxias. O congestionamento com a suspensão do tráfego na via alcança cerca de 3 quilômetros.

A prefeitura de Petrópolis informou que não há previsão de liberação da subida da serra para a cidade e indicou como opção seguir pela rodovia Rio-Teresópolis ou pela RJ-107, acessando a Serra Velha que foi pavimentada recentemente. “Quem sai de Minas Gerais sentido Petrópolis não encontra impedimentos na rodovia”, informa ainda a nota, acrescentando que “um painel de mensagens no km 110, em Jardim Primavera, dá detalhes da interdição”.

Rodoviária

Na Rodoviária do Rio, os ônibus com destino a Petrópolis até o horário de 9h ainda partiam , mas a concessionária que administra o terminal orientou aos passageiros que remarquem as suas passagens para depois das 12h.

Fonte: EBC GERAL

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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