MATO GROSSO
Procon-MT orienta sobre cobrança por compartilhamento de senhas da Netflix
MATO GROSSO
O Procon Estadual, vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), recebeu resposta da Netflix com esclarecimentos sobre a nova forma de cobrança por compartilhamento de senhas, anunciada pela plataforma de streaming para o país.
Na resposta encaminhada ao Procon-MT, a empresa informou que foram disponibilizados novos recursos que permitem que os assinantes que compartilham o serviço com pessoas de fora de sua residência regularizem suas contas por meio de duas opções:
1- Assinante Extra: permite que os titulares de conta comprem acesso adicional e convidem pessoa de fora de sua residência para usar Netflix, dependendo do plano contratado;
2- Transferência de Perfil: passa o perfil da Netflix (incluindo recomendações, histórico de visualizações e mais) de uma conta existente para uma nova.
De acordo com a plataforma, os assinantes que compartilham conta fora da Residência Netflix já receberam comunicação com esclarecimentos sobre como funcionarão as duas opções de recursos (Assinante Extra e Transferência de Perfil). A empresa ainda afirmou que, mesmo para esses assinantes, não haverá qualquer cobrança extra automática.
A Netflix garantiu que os novos recursos não impedem que assinantes na mesma residência acessem a plataforma simultaneamente em múltiplos dispositivos ou em lugares diversos, desde que o plano contratado permita múltiplas transmissões simultâneas (Padrão e Premium).
A secretária adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-MT), Gisela Simona, orienta que os assinantes que receberam cobranças que não recebiam anteriormente ou que receberam comunicação com informações diferentes das encaminhada ao Procon Estadual devem registrar reclamação pela plataforma Consumidor.gov.br ou no Procon mais próximo de sua residência.
“O procedimento junto ao Procon-MT continua em andamento, com designação de audiência e outras providências”, salienta Gisela Simona.
Notificação
O Procon-MT notificou a Netflix, no dia 31 de maio, a prestar esclarecimentos sobre a nova forma de cobrança por compartilhamento de senhas. A mudança adotada para o país – com valor adicional de R$ 12,90 por mês, no caso do uso da plataforma de streaming fora do endereço do consumidor – foi anunciada no dia 23 de maio.
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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