MATO GROSSO
Primeira-dama de São José do Xingu destaca atenção da primeira-dama do Estado às mulheres indígenas do Xingu
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A abertura do evento contou com a apresentação da dança típica dos povos Kaiapós, e com a presença da idealizadora do projeto, a primeira-dama de São José do Xingu, Suélen Rodrigues, e do prefeito Sandro Costa. A primeira-dama Virginia Mendes foi representada pela secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasielle Bugalho.![]()
“Estou muito emocionada. Dizem que um projeto leva em torno de 10 anos para acontecer, e exatamente este ano esse projeto completa 10 anos. Eu e meu esposo iniciamos os projetos sociais nas aldeias do Xingu e estamos extremamente felizes por mostrar nesta passarela o potencial do trabalho e a criatividade dessas mulheres indígenas, guerreiras e tão importantes para o nosso estado, para o Brasil e o mundo. Essa é uma grande conquista”, afirmou Suélen Rodrigues.
A primeira-dama de São José do Xingu destacou o momento político que o estado vive e, ressaltou a atenção e o apoio que os povos indígenas recebem da primeira-dama de MT, Virginia Mendes.![]()
“A política mudou muito e eu não poderia deixar de agradecer todo o apoio da nossa primeira-dama Virginia Mendes, toda a atenção e cuidado que ela tem com as nossas comunidades indígenas. Ela faz jus ao título de madrinha dos povos indígenas. Se nós estamos aqui é pelo incentivo dela que nos encoraja, porque ela nos dá exemplo, é uma mulher que nos inspira”.![]()
Grasielle Bugalho falou da responsabilidade de representar a primeira-dama Virginia Mendes e do carinho que ela tem pelos povos indígenas.
“Chapada é o município do coração da nossa primeira-dama de MT, ela viveu boa parte da sua vida nesta cidade, que hoje tem uma janela de oportunidades. Falar em nome da madrinha da população indígena nos emociona. Algo que a primeira-dama Virginia Mendes realmente ama é ir nas aldeias, vivenciar a realidade dessa população. O projeto Menire Xingu trouxe para Chapada mulheres que nunca sonharam em sair da aldeia e agora essas imagens irão percorrer o mundo. Parabéns à primeira-dama Suélen e ao prefeito Sandro pela dedicação aos nossos irmãos e irmãs”.![]()
O 3º Chapada Fashion foi realizado pela prefeitura de Chapada do Guimarães com o apoio do Governo de MT e outros parceiros. Cerca de 260 modelos desfilaram na passarela, em evento idealizado pelo produtor de moda Edson Guilherme.
O projeto Menire Xingu apresentou 30 peças confeccionadas por mulheres indígenas. Objetivo do evento é a união de moda, sustentabilidade, solidariedade, cultura e empreendedorismo![]()
Fonte: Governo MT – MT
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.