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Fotos mostram precariedade nas policlínicas do Coxipó e Planalto

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Imagens registradas pelo Gabinete de Intervenção mostram a precariedade e situação insalubre à qual funcionários e pacientes são submetidos nas Policlínicas do Coxipó e do Planalto, em Cuiabá. Uma vistoria constatou mais de 260 irregularidades nas duas unidades.

 

As imagens montram uma obra parada, ferrugem, infiltrações e mofo no forro da Policlínica do Planalto. Conforme a Vigilância Sanitária, a unidade não atende aos requisitos para atendimento e oferece riscos aos usuários.

 

A estrutura e equipamentos são precários e, segundo a inspeção, foram identificadas falhas administrativas, como a falta de certificados de responsabilidade técnica e protocolos.

 

Já na Policlínica do Coxipó, as imagens mostram banheiros interditados, reboco por fazer e uma tenda alugada por mais de R$ 60 mil por mês, montada durante a pandemia de Covid-19, onde hoje funciona o pronto-atendimento.

A tenda alugada há mais de dois anos será desativada por não ter as condições sanitárias.

Reprodução

Forro da Policlínica do Planalto com infiltrações

Forro da Policlínica do Planalto com infiltrações

 

Os banheiros foram desativados há mais de um ano para a realização de uma reforma.

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A previsão para a conclusão era de 90 dias, mas até hoje pacientes e servidores usam banheiros químicos instalados do lado de fora da unidade.

 

Segundo o relatório de inspeção da Vigilância Sanitária do município, foram identificadas 122 irregularidades na unidade do Coxipó e mais 140 na do Planalto, totalizando 262.

 

A situação é considerada de risco à saúde dos pacientes e servidores.

 

Reestruturação

 

Para a reestruturação planejada pelo Gabinete de intervenção, não será necessário interromper as atividades nas unidades.

 

“O planejamento do Gabinete de Intervenção Estadual na Saúde de Cuiabá visa melhorar o atendimento à população e seguir recomendação da Vigilância Sanitária do próprio Município”, diz trecho de nota.

 

Está prevista a ampliação das especialidades e o aumento no número de médicos. Dentre elas estão pneumologia, urologia, otorrinolaringologia e ortopedia.

 

O projeto prevê ainda a abertura de um Centro Especializado de Odontologia (CEO) na Policlínica do Coxipó, além da instalação de um aparelho de ultrassonografia.

 

Já na do Planalto, o prédio será ampliado para abrigar um Centro de Especialidades Médicas (CEM), que ofertará atendimento de oftalmologia, otorrinolaringologia, ortopedia, entre outros.

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Suinocultura mato-grossense fecha 2025 com recordes de exportação e projeta 2026 de atenção aos custos e foco na industrialização

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O ano de 2025 foi marcado por resultados expressivos para a suinocultura brasileira, impulsionados principalmente pelos recordes de exportação alcançados pelo país. Mato Grosso acompanha esse desempenho positivo e registra números históricos tanto em exportações quanto em abates, evidenciando a força de recuperação da atividade após os desafios enfrentados em 2022 e 2023.

Um dos marcos mais relevantes de 2025 foi o reconhecimento do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A conquista amplia as expectativas de abertura de novos mercados e reforça o trabalho sério e contínuo realizado pelo país, especialmente por Mato Grosso, na manutenção de um elevado status sanitário.

Outro destaque do ano foi a mudança no perfil dos compradores da carne suína brasileira. Tradicionalmente lideradas por China e Hong Kong, as exportações passaram a contar com maior protagonismo das Filipinas, além do fortalecimento de mercados exigentes como Japão, México e outros países.

Segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a produção nacional deve atingir 5,47 milhões de toneladas em 2025, alta de 2,0% em relação a 2024.

Mesmo com a expansão da oferta, os preços pagos ao produtor reagiram positivamente. Dados do Cepea mostram que, até o terceiro trimestre, as cotações ao produtor independente subiram 10,8% na comparação anual, sustentadas pela boa demanda.

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No acumulado de janeiro a novembro, as exportações brasileiras de carne suína cresceram 10,8%, superando o volume de 2024 — que já havia sido um ano recorde. As Filipinas consolidaram-se como o principal destino, representando 24,5% da receita, seguidas por Japão, China e Chile.

De acordo com os dados compilados pelo Data Hub da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), as exportações de carne suína passaram de US$ 59,97 milhões entre janeiro e novembro de 2024 para US$ 68,55 milhões no mesmo intervalo de 2025. O setor manteve crescimento impulsionado pela ampliação de mercados compradores, sobretudo na Ásia.

“Mesmo com o crescimento das exportações, o mercado interno não enfrentou desabastecimento. A produção seguiu equilibrada e acompanhou a expansão da demanda externa. O cenário demonstra a capacidade produtiva do país: sempre que desafiado, o produtor brasileiro responde com eficiência, qualidade e volume, garantindo o atendimento dos mercados interno e internacional”, pontua o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho.

Para 2026, o principal ponto de atenção do setor está relacionado aos custos de produção. O plantio da safra 2025/2026 ocorre de forma atrasada em função de problemas climáticos e da falta de chuvas, o que gera preocupação quanto à safrinha de milho no Centro-Oeste. O risco de menor produtividade e qualidade do grão acende um alerta, já que o milho representa um dos principais componentes do custo da suinocultura.

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“Diante desse cenário, a orientação é para que os produtores estejam preparados para enfrentar possíveis elevações nos custos ao longo do ano. No mercado, a expectativa é de estabilidade tanto nos preços do suíno quanto no consumo interno e nas exportações, que devem permanecer firmes. Assim, o ambiente comercial tende a ser equilibrado, embora com atenção redobrada aos impactos dos custos de produção”, ressalta, Tannure.

Em Mato Grosso, mesmo sem crescimento significativo do plantel, a produção estadual continua em expansão, acompanhando a demanda e evitando desabastecimento. O desempenho reforça a resiliência e a força do produtor mato-grossense.

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