POLÍCIA
Delegacia de Meio Ambiente atuou em 16 operações de proteção à fauna e a flora mato-grossense
POLÍCIA
As ações desencadeadas pela Dema, unidade coordenada pela delegada Liliane Murata, buscaram o combate a diferentes crimes ambientais, como desmatamento e extração ilegal de madeira, pesca irregular, contrabando e falsificação de defensivos agrícolas e maus-tratos a animais silvestres e domésticos.![]()
Os trabalhos resultaram em 17 pessoas presas, vários animais resgatados e encaminhados para tratamento, além da apreensão de 21 veículos, sendo uma aeronave, além caminhões, tratores e escavadeiras, mais 4.400 litros de defensivos agrícolas de origem ilícita, 370 m³ de madeira irregular, e de diversos produtos veterinários e medicamentos terapêuticos.
Desmatamento
Deflagrada no mês de março de 2023, a Operação Amazonia é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e a Delegacia do Meio Ambiente com o objetivo de eliminar o desmatamento ilegal no estado de Mato Grosso. Para os trabalhos, são empregados mais de 200 profissionais que atuam diversas estratégias montadas pelas secretarias de Meio Ambiente e Segurança Pública, com apoio de instituições parceiras.![]()
¿No mês de maio, a especializada deflagrou¿ a Operação “Ronuro” para cumprimento de 22 mandados judiciais contra uma associação criminosa que vinha agindo na extração e desmatamento ilegal de madeira, na região norte do estado. Além dos mandados de busca e apreensão, os locais onde funcionam as madeireiras ¿foram¿ bloqueados e tiveram¿ as atividades suspensas, até o término das investigações.
As investigações da Operação Ronuro iniciaram no segundo semestre de 2019, após denúncias de que pessoas envolvidas no comércio de madeira na região estavam praticando ilícitos ambientais e fazendo a extração ilegal na Estação Ecológica Rio Ronuro. Os indícios aponta¿ra¿m que integram esse grupo investigado, agentes políticos, madeireiros, empresas transportadoras, pessoas físicas e jurídicas, que vinham se beneficiando com a extração, desmatamento e o comércio das madeiras retiradas ilegalmente da Estação do Rio Ronuro.![]()
Também no combate ao crime de extração ilegal de madeira no estado, a equipe da Dema em parceria com Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), deflagraram no mês de junho a Operação Fronteira Madeira, na região de Rondonópolis (212 km ao sul).
Durante nove dias, as equipes estiveram na região com o objetivo de fiscalizar a extração ilegal de madeira no território mato-grossense, com foco na preservação do meio ambiente e responsabilização penal, ambiental de administrativa do infrator. As apreensões somaram um valor aproximado de R$ 2 milhões em madeira que estavam circulando no território mato-grossense de forma irregular.![]()
Os trabalhos resultaram em 10 caminhões e 360 m³ de madeira irregular apreendidos, além de 214 caminhões abordados e fiscalizados, 4.668 m³ de madeira de várias espécies em território mato-grossense fiscalizadas, oriundas dos estados de Rondônia, Amapá, Acre, Roraima, Pará e do próprio estado de Mato Grosso.
Em outra ação, no município de Colniza, um homem foi preso em flagrante por atuar com crime ambiental de extração ilegal de madeira em unidades de conservação no município de Colniza Além da prisão, a ação resultou na apreensão de um caminhão com mais de 10,8 m³ de madeira ilegal e de um trator, utilizado na prática do crime. O proprietário da área, que não estava no local no momento da ação policial, foi identificado e responderá em inquérito policial pelo crime.![]()
Agrotóxicos
Um dos focos de trabalho da especializada no primeiro semestre também foi a fiscalização e combate aos crimes de falsificação e contrabando de defensivos agrícolas em Mato Grosso. Somente em um das ações, realizada no mês de fevereiro, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal, a Dema apreendeu uma carga de mais de 4 toneladas de defensivos de origem ilícita.
A apreensão foi realizada no município de Alto Garças, onde foi encontrada a grande quantidade do produto em desacordo com a legislação vigente e embalagens com rótulos divergentes do que estabelece a vigilância sanitária.![]()
Maus-tratos a animais
Com um grande número de denúncias diárias recebidas, o crime de maus-tratos contra animais domésticos recebe uma atenção especial da Dema, que criou uma operação específica para verificação e apuração dos casos denunciados.
Em quatro fases da Operação Sansão, foram apuradas mais de 70 denúncias de casos de maus-tratos contra animais, especialmente cachorros, nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Em grande parte dos casos, as denúncias não foram confirmadas, no entanto, os trabalhos resultaram no resgate de cinco animais e na responsabilização de seus proprietários.![]()
Em outro grande trabalho de investigação com foco na proteção à fauna mato-grossense, a Delegacia do Meio Ambiente identificou e prendeu um homem responsável pela caça e morte de três filhotes de onça-pintada. O caso ganhou grande repercussão em todo país, após a circulação de um vídeo nas redes sociais, em que o suspeito aparecia com os animais decapitados.
Durante o trabalho de investigação, o suspeito foi flagrado transportando quatro cachorros da raça Americano, que apresentavam sinais de maus-tratos. Os cães eram semelhantes aos que aparecem no referido vídeo das onças.
Fonte: Policia Civil MT – MT
MATO GROSSO
Operação Prende Suspeitos de Envolvimento em Ataques a Casa e Escritório de Advogado
A Delegacia da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde deflagrou a Operação Contra Impetum para cumprir nove mandados judiciais, nesta quinta-feira (16.1), contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos no ataque à casa e escritório de um advogado e a uma empresa da cidade.
Estão em cumprimento seis ordens de prisão e três de buscas e apreensões empregando um efetivo de policiais civis da região, com apoio da Gerência de Operações Especiais da Polícia Civil.
A operação é uma contrarresposta da Polícia Civil aos ataques ordenados por membros da facção criminosa contra três locais em Lucas do Rio Verde. Os mandados foram deferidos pelo juízo da 5a Vara Criminal de Sinop, de combate ao crime organizado.
O primeiro ataque ocorreu no dia 1° de novembro contra a sede de uma empresa agrícola. O segundo foi registrado na noite de dois de novembro, contra o escritório do advogado. No dia seguinte, a residência do profissional foi também alvo de disparos de arma de fogo.
Investigação
Com o início das diligências investigativas, a equipe da Delegacia de Lucas do Rio Verde apurou que na data anterior aos ataques ao escritório e casa do advogado, a sede de uma empresa agrícola na cidade também foi alvo de disparos de arma de fogo.
As investigações apontaram que os ataques foram ordenados por dois integrantes de uma facção, identificados no inquérito policial, e executados por cinco outros criminosos ligados ao grupo. Um dos líderes da facção chegou a enviar mensagens ao advogado dizendo que o profissional teria que ‘devolver’ um veículo, recebido como pagamento de honorários. O empresário também recebeu ameaças por mensagens.
As diligências identificaram os autores dos ataques, sendo um deles preso no decorrer da investigação. Conforme a apuração, os executores afirmaram que o ataque ao escritório era ‘pra dar um susto no advogado’, pois o profissional estaria, supostamente, dando golpe em clientes. A Polícia Civil também identificou a outra dupla que fez os disparos que atingiram a casa do advogado.
Em relação ao ataque à empresa agrícola, a investigação apurou que os disparos foram ordenados por duas pessoas contra quem o empresário havia ajuizado uma ação sobre a disputa de um imóvel em Lucas do Rio Verde. Após a vítima entrar com a ação, passou a receber ameaças.
Reaver veículo e desistência de ação
De acordo com a apuração, o advogado atuou na defesa de duas pessoas presas em flagrante em outra ocorrência. Como pagamento pelos honorários, ele havia recebido um veículo.
Contudo, o cliente tentou reaver o veículo, mesmo sem pagar os honorários combinados. Em uma das oportunidades, o cliente teria saído do escritório do advogado afirmando que resolveria a situação de uma forma ou de outra.
As informações reunidas na investigação indicaram que o cliente defendido pelo advogado fez contato com os criminosos que lideram a facção em Lucas do Rio Verde e pediu que empregassem alguma ação para fazer o advogado devolver o veículo usando, para tal fim, qualquer meio violento.
Além disso, o mesmo investigado também pediu aos criminosos que empregassem uso de violência contra o empresário para forçá-lo a desistir da ação judicial em andamento. Diante dos pedidos criminosos, os líderes da facção recrutaram os cinco suspeitos identificados na investigação para fazer os disparos contra os três locais.
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