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Mato Grosso realiza duas captações de órgãos e proporciona chance de vida a 11 pacientes de outros estados

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A Central Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realizou dois processos de captação de órgãos nesta semana. Graças à solidariedade da família dos doadores, 11 pacientes de seis estados terão chance de vida.

A primeira captação ocorreu na tarde de quinta-feira (20.07), no Hospital Regional Hilda Strenger Ribeiro, em Nova Mutum. A cirurgia iniciou às 12h e possibilitou a doação de um fígado, dois rins e duas córneas para cinco pacientes, sendo eles de Mato Grosso, Distrito Federal e São Paulo.

O segundo processo de captação de órgãos ocorreu na tarde desta sexta-feira (21.07), após autorização e confirmação da compatibilidade dos receptores. A cirurgia teve início às 12h, no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, e possibilitou pela primeira vez no Estado a captação e doação de um pulmão. Também foi doado dois rins, um fígado e duas córneas. Um total de seis pacientes de Mato Grosso, Distrito Federal e São Paulo foram beneficiados com as doações.

As ações foram coordenadas pelas equipes de Mato Grosso e integrou profissionais de saúde de Brasília e São Paulo. A logística para execução do procedimento teve apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), Polícia Militar, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e do Corpo de Bombeiros de Nova Mutum.

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Para o secretário Estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, as ações evidenciam a grandiosidade do Sistema Único de Saúde (SUS) no processo de salvar vidas, que, segundo o gestor, é notória antes do início da cirurgia.

“Vemos a importância do SUS desde o trabalho dos profissionais na sensibilização da família do potencial doador até a conclusão do processo. A SES investe na qualificação dos profissionais da saúde desta área, para que outras pessoas tenham a chance de sobreviver através de um gesto tão nobre, que nos deixa eternamente gratos”, diz o secretário.

A SES tem investido na reestruturação da Central Estadual de Transplantes com a ampliação da equipe, implantação da comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplante e capacitação dos profissionais médicos dos hospitais públicos e privados. Essas ações visam a ampliação do número de captações de órgãos no estado.

A secretária adjunta de Regulação da SES, Fabiana Bardi, destaca a atuação dos profissionais envolvidos nas ações. Ela entende que este é um trabalho árduo que exige amor, paciência e tempo das equipes.

“Nossas equipes estão capacitadas para este trabalho. Elas conduzem tudo com muito amor e dedicação para conscientizar os profissionais e familiares sobre a importância de salvar vidas por meio da doação de órgãos”, pontua.

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A coordenadora da Central Estadual de Transplante, Anita Ricarda da Silva, agradece às famílias doadoras e também os profissionais envolvidos.

“Nós agradecemos e parabenizamos o empenho de todos os envolvidos. Às famílias doadoras, nossos mais profundos sentimentos de gratidão e respeito. Por meio desse gesto nobre, outras pessoas terão nova condição de vida e com elas diversas famílias deixarão de sofrer a partir destas doações”, diz.

Somente neste ano, Mato Grosso já realizou o total de seis captações de órgãos. As doações beneficiaram 39 pacientes, sendo eles de Mato Grosso, São Paulo, Pernambuco, do Acre, Paraná e Distrito Federal.

Transplantes em Mato Grosso

Atualmente, os pacientes de Mato Grosso que precisam de transplante de rim e outros órgãos, como fígado, pâncreas e coração, são encaminhados pelo serviço de Tratamento Fora Domicílio do Sistema Único de Saúde (SUS) para serem transplantados em outros Estados. Os gastos com locomoção e uma ajuda de custo para estadia e alimentação do paciente são pagos pela SES. Já o transplante de córneas pode ser feito em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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