MATO GROSSO
Governo de MT financia restauração de instalações históricas na Fazenda Jacobina
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Governo de MT financia restauração de instalações históricas na Fazenda Jacobina
25 de Julho de 2023 às 10:33
Fazenda passará a funcionar como pousada, contando com cinco suítes; aspectos coloniais serão preservados

Por meio da assistência técnica da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), a propriedade foi uma das selecionadas no edital MT Preservar, do Governo de Mato Grosso, que destinou R$ 300 mil como financiamento para recuperação e requalificação de bens imóveis tombados como patrimônio histórico em todo o Estado.
O turismólogo da Empaer Robson Junior Hartmann, responsável pela inscrição da propriedade no edital, tem acompanhado a evolução da obra por meio de visitas técnicas.
Segundo ele, está sendo recuperada a fachada da casa, que recebeu um novo reboco. Também será feita a pintura do espaço em que antes funcionava como senzala, à direita da Casa Grande. O local será remodelado e passará a contar com apartamentos para os turistas.
“São quatro ambientes que se transformarão em cinco suítes, preservando a parte estrutural e os pisos originais serão mantidos. Além dos apartamentos, um cômodo na parte inferior da casa se tornará uma sala de jogos com um pequeno museu, para expor as peças e utensílios históricos da fazenda. Na parte externa, a intenção é implantar uma trilha autoguiada e oferecer passeios de carroça e cavalo. Outra oportunidade será o aluguel da capela para realização de eventos”, explica.
Adriano de Campos Lara, que é filho do proprietário e gerente da fazenda, conta que sua família é dona da propriedade há 100 anos. Ele comenta a dificuldade de encontrar mão de obra especializada para restauração de patrimônios históricos, mas garante que, mesmo assim, a obra segue a todo vapor.
“A reforma de uma propriedade tombada exige muita paciência e acompanhamento. Aqui, os aspectos do que teria sido uma senzala serão preservados, como as janelas e as telhas coloniais”, comenta.
Adriano destaca que, após a reforma, o visitante poderá conhecer o antigo engenho de cana-de-açúcar, um museu, a igreja, espaço para eventos e opções de passeio.
A previsão é que a obra termine no final do ano. Contudo, a dificuldade de mão de obra especializada pode resultar na prorrogação do prazo. Neste período, enquanto a fazenda se organiza para operar como pousada, o empreendedor está recebendo orientação técnica da Empaer para sua formatação e operacionalização, como precificação, modelo de negócio, programa operacional, contratações e capacitações.
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0