MATO GROSSO
Investimentos do Governo de MT melhoram a logística e segurança pública em Sinop
MATO GROSSO
Na Infraestrutura, a principal ação no município foi a restauração de 77 km entre a MT-423 e BR-163, no valor de R$ 39,8 milhões. O Governo do Estado também trabalha em 10 km de asfalto novo na MT-329, entre Itaúba e a MT-220, com investimento total de R$ 34,9 milhões.
Para a Segurança Pública, o Governo de Mato Grosso investe R$ 17,3 milhões na construção de sedes para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), 3º Comando Regional e Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), em parceria com a Prefeitura Municipal de Sinop. O Estado também constrói o rádio 04 na Penitenciária e Centro de Atendimento Socioeducativo, no valor de R$ 28,9 milhões.
Já na Educação, um dos principais investimentos foi a construção da Escola Estadual Djalma Guilherme da Silva e entrega de 382 aparelhos de ar-condicionado, 221 Smart TVs e 80 chromebooks. O Estado ainda constrói outras duas escolas estaduais no Residencial Nico Baracat e Jardim Terra Rica, em parceria com a Prefeitura Municipal. Para essas ações são mais de R$ 19,8 milhões.
No Social, também foi destinado R$ 22 milhões para a construção de 1,4 mil casas populares. O município também recebeu 6,8 mil cestas básicas e 2 mil cobertores pelos programas SER Família Solidário e SER Família Aconchego.
O Governo de Mato Grosso ainda investiu mais de R$ 12 milhões para a reforma e compra de novos equipamentos para o Hospital Regional.
Novos Leitos
Nesta sexta-feira (18.08), o governador Mauro Mendes visita o município pela manhã, para a abertura dos 30 leitos pediátricos no Hospital Regional, sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 15 em Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e cinco de retaguarda infantil.
Confira todos os investimentos feitos em Sinop abaixo:
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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