MATO GROSSO
Tenente do Corpo de Bombeiros reforça proibição de uso do fogo e penalização a infratores
MATO GROSSO
Em um bate-papo com os jornalistas Elisete Mengatti e José Lucas Salvani, o tenente do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), Isaac Wihby, pontuou as medidas adotadas pelo Estado para coibir incêndios florestais e descreveu a atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).
“Dentro das cidades, o uso do fogo é crime o ano todo. Cabe detenção e multa, conforme a Lei de Crimes Ambientais. Sabemos que é um costume muito antigo, mas isso precisa ser mudado. Já na zona rural, o uso do fogo é permitido apenas quando há autorização da Secretaria de Meio Ambiente, com exceção do período proibitivo. Quando é comprovada a ação intencional do homem, é aplicada a multa e o infrator é penalizado”, explica o tenente.
“Em 2023, aplicamos já em torno de R$ 78 milhões de multas em todo o Estado. É uma medida de ‘conscientização’ forçada. Se a pessoa não aprende que é crime o uso irregular do fogo com nossas ações de conscientização, ela vai aprender sentindo onde mais dói: no bolso”, acrescentou.
Durante o bate-papo, o tenente destaca os investimentos feitos pelo Governo do Estado. Somente em 2023, são R$ 77,4 milhões para o combate dos crimes ambientais, um aumento de 29% em relação ao ano passado, quando era R$ 60 milhões.
“Nos últimos anos, é perceptível um investimento massivo do Governo de Mato Grosso contra os incêndios florestais e queimadas irregulares, como a disponibilização de veículos e novas tecnologias, realização de capacitações. Tudo isso é fundamental para que tenhamos formas de resolver esse grande problema que são os incêndios florestais. No fim, quem ganha é a população e a natureza”, afirma.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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