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ERRO MÉDICO

Família de mulher morta após 4 diagnósticos errados vai receber R$ 100 mil

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MATO GROSSO

A filha e o viúvo de uma mulher que faleceu de apendicite em Rondonópolis (216 Km de Cuiabá), após 4 diagnósticos errados realizados pelos “médicos” em 2018, vão receber R$ 100 mil de indenização por danos morais. O valor tinha sido estabelecido inicialmente em R$ 150 mil, mas o Poder Judiciário de Mato Grosso reduziu o montante.

A decisão é da Segunda Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça (TJMT) em julgamento ocorrido na última terça-feira (22). Os magistrados seguiram por unanimidade o voto do desembargador Mário Kono, relator do processo na segunda instância do Poder Judiciário Estadual. A filha e o viúvo da vítima vão dividir igualmente o pagamento de R$ 100 mil, que será feito pela prefeitura de Rondonópolis.

Nos autos, o desembargador considerou que o valor de R$ 150 mil não foi “razoável”, nem “proporcional”.

“O valor arbitrado a título de indenização por dano moral deve atentar aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, avaliando-se as circunstâncias do dano gerado, sendo necessária, portanto, a sua readequação para que logre o desejado cunho compensatório e a dupla finalidade da reparação, consistente na satisfação ao lesado sem que isso represente enriquecimento sem causa e sem olvidar o caráter repressivo e pedagógico a ela inerente”, entendeu o magistrado.

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De acordo com informações do processo, a paciente se dirigiu no dia 18 de junho de 2018 até o Hospital Municipal Dr. Antônio Santos Muniz (antigo PEA de Rondonópolis) em razão de “fortes dores no ‘pé da barriga’”. Um exame de “Raio-X” foi realizado, além de um hemograma, o que não ajudou o médico Valdir Farias de Moraes, que prescreveu “apenas um antibiótico para infecção comum”.

A triste peregrinação da vítima continuou por unidades de saúde públicas do município depois da primeira consulta.

“No dia 22 de junho de 2018, [a paciente] retornou ao Hospital Municipal Dr. Antônio Santos Muniz, sendo atendida pelo Dr. Emerson Ramos Moraes, e novamente foi feito exame de Raio-X, porém, inconclusivo. Ela foi medicada com remédios p

ara dor e foi diagnosticada com uma gravíssima infecção urinária”, revelam os autos.

Passados 18 dias da primeira consulta, em 6 de julho de 2018, a paciente procurou novamente socorro no Centro de Saúde da Cohab (Núcleo Habitacional Rio Vermelho), sendo atendida pelo médico Eduardo Gomes R. de Morais. Ele até chegou a admitir que os diagnósticos anteriores, feitos pelos seus colegas, estavam errados, porém, “se limitando a receitar para a vítima alguns remédios”.

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Dois dias depois, em 8 de julho, com piora no quadro de saúde, a paciente foi até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rondonópolis, sendo encaminhada à emergência, porém, enquanto aguardava sua vez, acabou falecendo, em plena fila da unidade de saúde pública. No local, ela foi atendida pelo médico Fábio de Castro Silva, que, a exemplo dos outros “doutores”, indicou “somente medicamentos para a dor”.

O processo destaca que 3 unidades de saúde diferentes, além de 4 médicos, foram incapazes de “fazer um simples diagnóstico de apendicite”, descoberta somente com o laudo de necropsia da vítima.

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MATO GROSSO

Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque

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Abrindo a temporada de exposições 2026 da A Casa do Parque, a mostra fotográfica AURA NOIR será inaugurada nesta quinta-feira (28), às 19h, com entrada gratuita. A exposição marca a estreia da magistrada cuiabana Olinda Altomare na fotografia autoral.

Há quatro anos, ela encontrou na arte fotográfica uma forma de ampliar a percepção do mundo, transformando o ato de fotografar em uma experiência sensorial, contemplativa e de expressão artística.

A mostra reúne oito obras em preto e branco captadas em incursões pela Chapada e pelo Pantanal. Em vez do registro documental ou turístico, Altomare constrói imagens de forte densidade visual, nas quais água, mata, luz e animalidade ultrapassam a paisagem e assumem presença quase escultórica.

Ao optar pela subtração da cor, a artista reorganiza o olhar. O preto, o branco e os contrastes extremos condensam a imagem ao essencial. Uma cabeça de jacaré emerge da água como força silenciosa e ancestral.

Árvores se expandem como arquitetura orgânica. O céu estrelado deixa de ser horizonte para se tornar campo de imensidão. Mais do que uma exposição inaugural, AURA NOIR surge como um primeiro recorte de uma pesquisa imagética marcada pela contenção, pela atmosfera e pela permanência do visível.

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“Olinda constrói, em AURA NOIR, uma fotografia baseada em contenção, contraste e permanência. A subtração da cor intensifica a presença da paisagem e desloca o olhar para além do registro documental. Produzidas em fine art, com obras apresentadas também em grandes dimensões, as imagens ampliam a experiência visual e reforçam a relação entre escala e contemplação”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e curadora da exposição.

Em um tempo em que a fotografia frequentemente se dissolve na velocidade da imagem cotidiana, Olinda Altomare opera na direção contrária: desacelera o olhar e devolve peso à contemplação.

 

Serviço

Assunto: Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque

Horário: 28 de maio, às 19h

Local: A Casa do Parque – R. Maj. Severino de Queiroz, 455 – Duque de Caxias II, Cuiabá

Entrada franca

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