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Mato Grosso recebe oficina para debater desenvolvimento sustentável na Amazônia

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O desenvolvimento sustentável da Amazônia é pauta da Oficina Amazônia +10, que iniciou na manhã desta terça-feira (29.08), no auditório da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da Universidade Federal de Mato Grosso (FAAC-UFMT). A ação é mediada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e tem como objetivo apresentar e discutir a implementação da Iniciativa Amazônia +10 no estado.

Conduzida pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti), a ação é considerada um dos principais projetos de fomento à pesquisa e inovação na Amazônia Legal. Além disso, conta com a coordenação do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso, Allan Kardec.

A liderança na coordenação fez com que o estado fosse escolhido como o primeiro, dentre as outras oito unidades federativas que compõem a Amazônia Legal, a receber a oficina. Essa é considerada a segunda de quatro momentos que estão sendo organizadas pelo CGEE para a organização da nova etapa da Iniciativa. Das discussões e formações serão definidas as prioridades que vão direcionar os editais de fomento à pesquisa e inovação para que atenda as reais demandas dos estados que compõem a região amazônica.

O secretário elencou ainda os esforços do Governo de Mato Grosso para fortalecer o desenvolvimento cientício no estado. | Foto: Marcos Salesse/Seciteci-MT
A cerimônia de abertura contou com a presença do secretário Allan Kardec, que comentou sobre a importância de trazer uma iniciativa como essa para Mato Grosso. Ainda segundo o secretário, assumir a coordenação da ação é uma das formas de colocar o estado como protagonista dessa nova etapa.

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“Nosso chamado foi aceito, os pesquisadores, a academia, empresários e as instituições de pesquisa estão aqui, interessados em ajudar a construir e nova etapa da Iniciativa Amazônia +10. Dessa vez de forma mais estruturada e focada no impacto real na vida da população e também das ações de sustentabilidade. Estamos liderando essa iniciativa para também colocar os pesquisadores da Amazônia Legal no centro do debate”, declarou o secretário.

Já o mediador da oficina e consultor do CGEE, Antonio Carlos Filgueira Galvão, afirmou que a oficina é a oportunidade ideal para ouvir todos os envolvidos na cadeia produtiva da região amazônica.

“A ideia das oficinas é ter representações plurais, e Mato Grosso é o primeiro Estado a recebê-las. Temos já uma sequência programada de oficinas, e a ideia é que isso possa ir convergindo para que, no futuro, haja um momento de decisão sobre quais serão essas cadeias que serão impactadas. Então a gente quer pesquisas articuladas para que o impacto possa acontecer”, garantiu o consultor.

Além da cerimônia de abertura, a programação ainda conta com rodadas de debate em grupos e também uma série de discussões mediadas. Os participantes vão seguir mobilizados até o fim da manhã desta quarta-feira (30.08), quando ocorre o encerramento da oficina.

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A abertura contou ainda com a participação do reitor da UFMT, Evandro Soares, do diretor Técnico Científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Flávio Teles, do diretor do CGEE, Ary Mergulhão Filho, da chefe de Gabinete do CGEE, Adriana Badaró de Carvalho e também da diretora da FAAC, Giseli Alves Silvente.

Sobre a Iniciativa Amazônia +10

A primeira chamada de trabalho ocorreu em 2022, contemplando pesquisas que tinham por objetivo avançar o conhecimento científico e tecnológico sobre a região amazônica. Ao todo mais de 500 pesquisadores em 20 Estados brasileiros foram contemplados com o fomento, incluindo pesquisadores mato-grossenses.

Assim como no primeiro edital, na segunda etapa também serão considerados trabalhos que possam propor soluções de adaptação baseadas na comunidade, ampliando a possibilidade de um desenvolvimento sustentável e promovendo o bem-estar das populações da região. Já uma das novidades para a nova etapa está na possibilidade de inscrição de projetos voltados para a área de inovação.

Nos próximos meses serão feitas rodadas de oficinas para definir quais serão as prioridades temáticas de cada estado que compõe a Amazônia Legal. Em seguida, serão desenhados os próximos editais para inscrição de pesquisadores, empresas e outras iniciativas das áreas científica e de inovação.

Para saber mais sobre a iniciativa, clique aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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