MATO GROSSO
Distrito que surgiu há 50 anos tem 100% dos imóveis escriturados em mutirão do Governo de MT
MATO GROSSO
A ação faz parte da Semana Solo Seguro, que deve entregar cerca de 2 mil escrituras em vários municípios do interior do Estado, em Cuiabá e Várzea Grande, em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Entre os beneficiados na comunidade, também conhecida como Gleba União, estão pessoas que fixaram residência na vila, entre as décadas de 70 e 80.![]()
O funcionário público Antônio Neves Sá, de 59 anos, é um deles. Ele chegou à região ainda criança com os pais, e nunca pensou em sair da comunidade.
“Meu padrasto chegou aqui em 1974. Aqui me casei e tive duas filhas e ,agora, muitos anos depois estou sentindo essa emoção em receber esses títulos do Governo”, contou.
O domador de cavalos, Jovani Miranda, de 35 anos, também chegou criança à comunidade, onde cresceu e hoje constituiu família.
A regularização dos imóveis, na avaliação dele, representa segurança aos moradores e oportunidade de desenvolvimento da comunidade que tem aproximadamente 350 habitantes.
“Vim com a minha família com um ano de idade e tudo deu certo na minha vida. Faz 10 anos que comprei essa casa e é uma satisfação muito grande porque agora ela é da gente. A escritura dá uma segurança muito grande”, disse.
O prefeito de Santo Afonso, Luiz Fernando Ferreira Falcão, afirmou que o momento é histórico para o município.
“O governador Mauro Mendes, junto com o Intermat e MT Par, vem fazendo um trabalho diferenciado de regularização fundiária no Estado. Queremos agradecer pelo o que estão proporcionando à essa população que aguarda há 50 anos por esses títulos e agora estão com suas residências regularizadas. Um sonho que se tornou realidade”, declarou.
Nesta sexta-feira, além de Santo Afonso, o Intermat está entregando escrituras em Cuiabá, Apiacás e Nova Xavantina. Com isso, será finalizada a programação em 17 cidades.
Ainda foram beneficiados os municípios de Castanheira, Juína, Rosário Oeste, Campo Novo do Parecis, Cáceres, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Várzea Grande, Poxoréu, Chapada dos Guimarães, Mirassol D’Oeste, São Pedro da Cipa e Campo Verde.
“O investimento feito pelo Governo Mauro Mendes em regularização fundiária é algo inédito na história de Mato Grosso. Já conseguimos emitir 14 mil títulos na atual gestão e a meta é avançar muito mais”, declarou o presidente do Intermat, Francisco Serafim.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.