MATO GROSSO
Fapemat desenvolve pesquisa para aumentar produção do maracujá em MT
MATO GROSSO
O maracujazeiro, da família Passifloraceae, gênero Passiflora, é o mais importante economicamente e apresenta o maior número de espécies. Estima-se que seja composto por 465 variedades, das quais cerca de 200 são originárias do Brasil e podem ser utilizadas como alimento, remédios e ornamento.
O fruto está entre as culturas com alto potencial de produção, com a existência de pomares em cultivo por todo o Estado e uma produção média de 17 toneladas ha-1 que pode ser melhorada, afirma o coordenador da pesquisa, Petterson Baptista da Luz.
De acordo com o professor e doutor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), o estudo buscou identificar tecnologias relacionadas à germinação de sementes, superação de dormência e conservação de algumas espécies de maracujá, bem como correlacionar padrões de maturação de frutos e sementes com maior aptidão para serem utilizados na formação de mudas.
Créditos: Arquivo/Pesquisador
Para entender esse desafio, ressalta, é crucial considerar a maturação dos frutos e a morfologia interna e externa das sementes. Para tanto, na busca por pistas que indicassem a maturação fisiológica correta para a obtenção de sementes de melhor qualidade foram empregadas técnicas de análise de imagens, como os raios-X, aliadas a outros procedimentos.
Créditos: Arquivo/pesquisador
Além da melhor tecnologia, temperatura e umidade para o adequado condicionamento e armazenagem das sementes estudadas, os resultados também identificaram o teor apropriado da água para a melhor conservação e manutenção do seu vigor.
“Existe uma ampla variabilidade genética a ser conhecida, caracterizada, protegida, conservada e, convenientemente, utilizada comercialmente ou em programas de melhoramento genético. A seleção cuidadosa do ponto certo de maturação é um parâmetro importante para desbloquear o potencial dessas preciosas sementes”, destacou.
MATO GROSSO
Acrismat solicita à Sefaz renovação de incentivo do ICMS para a suinocultura até 2032
A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) se reuniu nesta semana com a equipe da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) para entregar um ofício solicitando a renovação, até 2032, da concessão de cumulatividade do crédito presumido do ICMS, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O pedido abrange as operações próprias de saídas interestaduais de suínos vivos, em todas as finalidades. A vigência atual do benefício se encerra em 31 de dezembro de 2026.
A solicitação busca assegurar condições de competitividade à suinocultura mato-grossense, especialmente aos produtores independentes. No ofício, a Acrismat aponta que Mato Grosso registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas nos últimos anos, cenário que reforça a necessidade de medidas voltadas à sustentabilidade econômica das propriedades e à permanência dos suinocultores na atividade.
Para subsidiar a demanda, a entidade encaminhou o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontuou o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
O documento também destaca que as oscilações cíclicas do mercado afetam os custos de produção, a rentabilidade e a capacidade de investimento dos suinocultores. Nesse contexto, a renovação é defendida como uma medida para proporcionar maior segurança ao setor e manter condições de competitividade em relação aos produtores de outras unidades da Federação.
Além dos efeitos nas propriedades, a associação ressalta os reflexos da atividade na manutenção de empregos, na geração de renda e na movimentação da economia dos municípios. O pedido considera toda a cadeia produtiva e os serviços vinculados à criação de suínos.
Articulação institucional
O ofício informa que a mesma solicitação foi formalizada junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também pediu apoio à Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para a demanda no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A demanda conta com apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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