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Juca vai apresentar projeto que garante construção de tanques para pescadores afetados pelo Transporte Zero

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O deputado estadual Juca do Guaraná esteve em uma fazenda em Santo Antônio do Leverger para conhecer de perto um exemplo de piscicultura de sucesso no Estado. A ideia do parlamentar é apresentar um projeto de lei para construção de tanque nos quintais dos pescadores profissionais que serão impactados pelo Transporte Zero. Lei do governo que proíbe o transporte de peixes capturados nos rios de Mato Grosso.

“Não só manter a essência do ribeirinho, mas assegurar a sobrevivência de uma profissão milenar, que existe antes de Jesus Cristo. Então, precisamos respeitar e valorizar o ribeirinho, dando condições e ferramentas para que ele possa continuar a trabalhar na sua terra e sustentando a sua família”, ressaltou Juca.

A intenção do deputado é usar parte do recurso do BID Pantanal, que será destinado a Mato Grosso, para a construção dos tanques. A fim de que, nos próximos anos, os pescadores e ribeirinhos não fiquem desassistidos e tenha nessa nova atividade um meio de garantir geração de renda.

“Sabemos que o ministro da Agricultura Carlos Fávaro está preocupado com a questão do Vale do rio Cuiabá e dos ribeirinhos. Então, aqui é um projeto em que o ministro pode atender essa demanda com o fechamento da pesca. Esse modelo é de 100 metros cúbicos, mas pode ser de 30, pode ser de 50. É uma forma de renda para o pequeno produtor e para o pescador que pode resultar renda de até R$7 mil. Uma renda digna para que ele possa sustentar a sua família”, ressaltou Juca.

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O proprietário rural, Flávio Castro, destacou a importância da propositura, principalmente, para aqueles que sobrevivem da pesca ter uma renda nos próximos anos, uma vez que a atividade estará visto proibida nos rios do Estado a partir de 2024.

“É um projeto acessível, uma proposta em que não é só o peixe que é o resultado. A água do tanque pode ser utilizada pelo pescador ou produtor para irrigar um pé de limão, pé de maracujá, uma mandioca, uma horta”, comentou.

“Sou morador de Santo Antônio, tenho andado muito aí na região ribeirinha e vejo a deficiência, de muito chacareiro, que é ribeirinho, pescador e não tem espaço suficiente para fazer um tanque. Essa iniciativa é uma alternativa que pode ser emplacada aqui no nosso município e tem tudo para dar certo. Usa bem menos água e conseguimos ter o peixe. É uma solução para os ribeirinhos e o deputado está de parabéns por essa bandeira”, ressaltou Menga Matos, morador de Santo Antônio de Leverger.

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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