MATO GROSSO
Demolição do antigo Mercado Miguel Sutil termina até novembro; revitalização do espaço trará modernização e progresso para Cuiabá
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A construção do novo Mercado Municipal Miguel Sutil, projeto executado por meio de uma parceria público-privada estabelecida entre a Prefeitura de Cuiabá e o Consórcio C.S Mobi, do grupo Simpar, está seguindo rigorosamente o cronograma proposto pela empresa. Um dia após o prefeito Emanuel Pinheiro ter assinado a ordem de serviço (17/08), foram iniciadas as obras de demolição da estrutura antiga e da destinação do material, que devem durar até 3 de novembro, segundo o cronograma da empresa executante.
Com um investimento de cerca de 125 milhões de reais, o ambicioso projeto representa a modernização e o progresso da capital. “A revitalização tanto do Mercado Municipal, quanto das suas adjacências é uma resposta à necessidade urgente de mudança e investimento, com o propósito de restaurar a grandeza e o orgulho que esta região merece oferecer a Cuiabá”, disse o prefeito Emanuel Pinheiro.
A requalificação terá como foco principal o Mercado Municipal Miguel Sutil, que será planejado como um espaço voltado principalmente para atividades de lazer, enquanto também abrigará escritórios de advocacia e clínicas médicas, enriquecendo a área e oferecendo um ambiente mais diversificado. Serão disponibilizados 186 espaços comerciais, além de 500 vagas de estacionamento.
Também está prevista a implantação de abrigos de ônibus com um sistema de mobilidade inteligente, totens eletrônicos, bancos com Wi-Fi, e outros equipamentos urbanos que irão aprimorar a mobilidade da cidade e fornecer mais informações e segurança aos usuários do transporte público e aos visitantes. “O centro de Cuiabá passará por uma modernização completa, com a integração de um sistema online de mobilidade urbana inteligente que será implantado em toda a infraestrutura, incluindo abrigos de ônibus e painéis que exibirão informações em tempo real sobre o transporte público. Também haverá totens com displays digitais fornecendo informações turísticas, tornando o acesso e a prestação de serviços mais fáceis. Tudo isso foi pensado para a Cuiabá do futuro, para transformá-la em uma capital de grande magnitude.
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.