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Assembleia vai debater o programa BID Pantanal em quatro audiências

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Cerca de R$ 1 bilhão poderão ser destinados, a partir do ano que vem, a 12 municípios mato-grossenses por meio do Programa de Desenvolvimento do Pantanal, o chamado BID Pantanal. O objetivo é investir em preservação ambiental, saneamento, economia sustentável, tecnologia e ações sociais.

Para discutir as demandas  locais, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso vai realizar quatro audiências públicas onde vai ouvir cientistas, organizações civis, ONGs e a sociedade em geral. A primeira será nesta terça-feira (12), às 19h, na Câmara Municipal de Santo Antônio de Leverger.

O requerimento desta audiência é de autoria do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) e tem como coautor o deputado estadual Wilson Santos (PSD) que lembra que o programa deverá atender todo o Vale do Rio Cuiabá e também o estado do Mato Grosso do Sul.

Wilson lembrou que o Bid Pantanal foi criado na década de 2000 durante o governo do atual deputado estadual Júlio Campos e encampado pelo ex-governador Dante de Oliveira (in memorian). Mas, “engavetado em 2003″.

“O BID Pantanal foi o único projeto estruturante do Pantanal criado até aqui. Previa investimentos de US$ 400 milhões para cuidar de saneamento básico na Baixada Cuiabana, em Cáceres e outras regiões do estado. Para nossa sorte, agora, o senador Carlos Fávaro, atual ministro da Agricultura e Pecuária, conseguiu reaver o projeto e vamos discutir as ações em prol do Mato Grosso junto à sociedade. Queremos rever as demandas e atualizar as metas do programa para que ele surta efeitos positivos no nosso estado”, explicou Wilson Santos.

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As outras três audiências vão acontecer em Poconé (15), às 19h; Cáceres (19), às 14h30; e Barra do Bugres (21), às 19h; sempre na sede das Câmaras Municipais. Para estes municípios, os requerimentos foram assinados pelos deputados Wilson Santos, Eduardo Botelho (União), Lúdio Cabral (PT) e Chico Guarnieri (PTB).

Vale ressaltar que a superintendência do Ministério da Agricultura em Mato Grosso está visitando os 12 municípios que integram o bioma Pantanal no estado para identificar propostas de projetos que se enquadrem nos objetivos do programa e subsidiar a carta-consulta que irá requerer os recursos.

As visitas irão levantar informações, captar e avaliar sugestões de projetos envolvendo renda, saneamento, infraestrutura e educação, com interface na agropecuária, junto às prefeituras e à sociedade organizada.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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