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Vereador oferece dinheiro em troca de sexo com adolescente

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MATO GROSSO

O vereador Flávio Melo (PSB), do município de Conde, na Paraíba, foi filmado enquanto oferecia dinheiro em troca de sexo com uma adolescente de 14 anos. O crime teria acontecido no dia 2 de setembro, em Goiana, Pernambuco. A denúncia aconteceu nesta quarta-feira (4), em João Pessoa.

Pelo vídeo, é possível notar o momento em que o político oferece uma quantia de R$ 100 para a adolescente. “Vou comprar os teus negócios. Vou te ajudar. E ainda mais, viu, toda semana vou te dar um dinheirinho para tu comprar teu lanche. Não quero mais nada. Tá feito? Hoje mesmo você tem R$ 100, já dá para você comprar seu lanche para passar a semana. Você e o da sua irmã, porque você vai ajudar sua irmã. E aí, tá feito?”

Na delegacia da mulher, a mãe da adolescente afirmou que o crime aconteceu dentro de um dos quartos, no momento em que a menina estava sozinha. Ela ainda afirmou que o homem ofereceu dinheiro a menina para que a relação sexual acontecesse novamente.

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“Ele chegou me oferecendo ajuda e ele chorava dizendo que queria me ajudar, que era vereador, que não queria nada. Ele pegou e entrou na minha casa, prendeu a minha filha menor de 14 anos e fez o ato com ela. Tem um áudio mostrando ele oferecendo dinheiro a ela, e ela gravou”, declarou. Veja a entrevista completa com a vítima no fim da matéria.

A delegada Joana D’Arc, da Delegacia do Menor Vítima, solicitou exames para encaminhar a denúncia para a delegacia que deve ficar responsável pelas investigações. Joana D’Arc ainda informou que a vítima registrou a queixa em João Pessoa por medo da influência do político na cidade onde mora.

A defesa do vereador afirmou que não irá se pronunciar e deve aguardar o decorrer das investigações. O Portal T5 tentou contato com Flávio Melo, mas até o momento da publicação da matéria, não obteve sucesso.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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