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Polícia Penal prende 22 mulheres e impede entrada de drogas em presídios

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 Polícia Penal prende 22 mulheres e impede entrada de drogas em presídios


16 de Outubro de 2023 às 09:07
Somente na PCE, a revista resultou na prisão de 12 visitantes
Fabiana Mendes | Sesp
Na PCE foram 12 mulheres detidas. – Foto por: Polícia Penal
Na PCE foram 12 mulheres detidas.
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A Polícia Penal prendeu 22 mulheres suspeitas de tráfico de drogas neste sábado e domingo (14 e 15.10), e impediu a entrada de entorpecentes em diferentes unidades penitenciárias em Mato Grosso.

Na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, foram conduzidas 12 mulheres para Central de Flagrantes por suspeita de tráfico de drogas. As visitantes estavam com o entorpecente escondido nas partes intimas, o que foi detectado pelo aparelho body scan.

As mulheres também tentavam acessar a unidade com carteira de visitante falsa e uma delas estava com 67 chips e uma sacola com ácido bórico escondidos nas partes intimas.

No Centro de Detenção Provisória de Lucas do Rio Verde, sete mulheres foram flagradas pelos policiais penais com entorpecentes escondidos em chinelos.

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A Polícia Penal desconfiou da situação ao identificar cola na sola do chinelo da esposa de um reeducando. Ao cortar os chinelos, os agentes se depararam com maconha e revistaram outros chinelos, encontrando a mesma situação com mais seis suspeitas.

Na Cadeia Pública de Várzea Grande, a Polícia Penal impediu que uma mulher acessasse a unidade com uma porção de droga. Também houve uma prisão por suspeita de tráfico em Sinop, onde uma visitante escondia droga em uma peça íntima e outra em Tangará da Serra, onde uma mulher escondia um aparelho celular no corpo.

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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