Search
Close this search box.
CUIABÁ

PRECONCEITO

Vereador tem o mandato cassado por crime de homofobia contra presidente da Câmara em MT

Publicados

MATO GROSSO

A Câmara de Vereadores de Porto dos Gaúchos (a 644 km de Cuiabá), decidiu cassar o mandato do vereador Claudiomar Braun, do Partido Social Democrático (PSD), na quinta-feira (19) , após acusações de homofobia direcionadas ao presidente da Câmara, Leandro Budke, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

A sessão de julgamento foi marcada por intensos debates e foi concluída com seis vereadores decidindo pela cassação do mandato de Braun. Outros três vereadores votaram contra a cassação. A decisão de cassar o vereador se baseou em uma investigação realizada pela comissão de ética da Câmara, que concluiu que a conduta do parlamentar configura quebra de decoro.

Claudiomar Braun, no entanto, anunciou que pretende recorrer da decisão na Justiça, alegando que as acusações de homofobia são infundadas e que o processo se trata de uma armação política.

As alegações de homofobia referem-se a três ocasiões em que Claudiomar Braun teria ofendido Leandro Budke. A primeira ocorrência em 2021, por meio de um grupo de aplicativo de mensagens, onde teria feito comentários preconceituosos contra a orientação sexual do presidente da Câmara. As outras duas ocorrências se deram neste ano, sendo durante uma reunião interna da Casa Legislativa e a segunda na primeira área externa da Câmara. De acordo com as testemunhas, Braun teria proferido insultos homofóbicos, incluindo a declaração de que “não gosta de viado”.

Leia Também:  Governo lança licitação para duplicar MT-240 entre Arenápolis e Nortelândia

A cassação de Claudiomar Braun levanta uma discussão sobre a homofobia e a criminalização desse tipo de conduta no Brasil. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a homofobia e a transfobia são passíveis de serem criminalizadas, equiparando tais atos ao crime de racismo. A decisão do STF estabelece que “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual da pessoa pode ser considerado crime, sujeito a uma pena que varia de um a três anos, além de multa. Se houver ampla divulgação de atos homofóbicos em meios de comunicação, como publicações em redes sociais, a pena pode ser aumentada para dois a cinco anos, também com a aplicação de multa. Essa decisão tem validade até que o Congresso Nacional aprove uma lei específica sobre o tema.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia

Publicados

em

Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.

A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.

“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.

Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.

Leia Também:  Operação Lei Seca prende 14 motoristas por embriaguez na Avenida do CPA

O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.

Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.

O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.

Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA