Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Repasse do Governo do Estado para a assistência social dos municípios de MT aumentou 186%

Publicados

MATO GROSSO

Os repasses feitos pelo Governo do Estado para os municípios aplicarem na área de assistência social, em 2023, são 186% superiores aos valores destinados no ano passado. De aproximadamente R$ 10 milhões, o valor subiu para R$ 28,7 milhões, proporcionando o desenvolvimento de ações para ajudar a população que mais necessita.

O aumento do valor do cofinanciamento, que consiste na destinação de recursos para a implementação das ações da assistência social nos municípios, teve influência direta da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, junto ao governador Mauro Mendes. A época em que fez o pedido ao Governo do Estado, Virginia lembrou que, quando foi primeira-dama de Cuiabá, não teve acesso aos recursos necessários para a assistência social municipal.

Governador e Primeira-dama participam de reunião para tratar da beatificação do padre Lancelotti e construção da igreja dos Arautos
Créditos: Christiano Antonucci

“O aumento no valor do cofinanciamento para os municípios é uma grande conquista, é histórico. São recursos que, com certeza, já estão fazendo a diferença no atendimento daquelas famílias que mais necessitam e mudando os rumos dos serviços socioassistenciais em Mato Grosso. E isso só foi possível quando entendemos as necessidades de cada município, proporcionando uma maior integração com o Governo do Estado”, ressaltou Virginia.

A titular da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasi Bugalho, enfatizou que este é o maior cofinanciamento para a área socioassistencial da história do Estado de Mato Grosso.

“O governo do Estado de mato Grosso, na visão do governador Mauro Mendes e da nossa primeira-dama Virginia Mendes sempre foi diferenciado. E nessa gestão, realmente é demonstrado um olhar para o social. O valor do cofinanciamento foi de R$ 10 milhões para R$ 28 milhões. É uma transferência feita fundo a fundo, sai direto da assistência social do Estado para as contas da assistência social dos municípios. Com esse recurso, os municípios podem se planejar para melhorar e aumentar o atendimento das pessoas mais vulneráveis daquele lugar”, afirmou Grasi.

Palestra Sec. Grasi Bugalho para a semana Jurídica Direito UNIC.
Créditos: João Reis

A secretária Grasi Bugalho explicou que, além do aumento no valor do repasse, o diferencial do cofinanciamento de 2023 foi a forma democrática com que foi feito. A destinação dos recursos foi construída junto com o Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social de Mato Grosso (Coegemas) e aprovado na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e no Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS).

“Anteriormente, a distribuição dos valores do cofinanciamento se baseava em diversas variáveis, como número de equipes, de equipamentos, de habitantes do município, entre outros. Em 2023, o recurso destinado tem como base a população cadastrada no Cadastro Único (CadÚnico), definindo assim, uma distribuição mais igualitária aos municípios que realmente necessitam”, completou.

Leia Também:  Jornalistas de veículos nacionais vêm a MT conhecer o Pantanal

A primeira parcela do cofinanciamento foi paga em abril pelo Governo do Estado, e a segunda parcela em setembro, sob a condicionante da prestação de contas dos municípios ao primeiro repasse, e a apresentação do planejamento para aplicação dos recursos recebidos.

Para muitos municípios, o aumento no valor do cofinanciamento refletiu em mudança na realidade em relação aos serviços socioassistenciais oferecidos para a população local, já que, individualmente, o aumento, em alguns casos, chegou a 859,58%, a exemplo de Cuiabá, que recebeu R$ 4.704.702,72. O valor do repasse atual ficou próximo ao valor total dos repasses feitos nos anos de 2019, 2020, 2021 e 2022, que totalizou R$ 5.067.427,71.

Outro município que teve o valor do cofinanciamento aumentado foi Poconé. Em 2022, o valor repassado foi de R$ 71.321,25. Já para este ano, o município recebeu 437,02% a mais, ou seja, R$ 383.011,68.

A primeira-dama e secretária de Assistência Social, Emprego e Renda de Poconé, Joelma Gomes, enfatizou que o repasse feito pelo Fundo Estadual de Assistência Social (Feas), em 2023, foi extremamente impactante nas ações e no orçamento da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Programa Ser Família Criança comemora o dia das crianças em Poconé.
Créditos: João Reis

“Nos últimos anos já havíamos notado o aumento do repasse do Estado, mas, no ano de 2023, com esse aumento de 437%, mais a destinação de cestas básicas com o Programa SER Família Solidário e a inauguração da sede do Programa SER Criança, o Governo de Mato Grosso, por meio da Setasc, impactou diretamente a vida das famílias vulneráveis do nosso município, como nenhum governo nunca fez”, completou.

Joelma contou que com o novo repasse estadual à Secretaria de Assistência Social de Poconé pode iniciar um programa de aquisição de alimentos da agricultura familiar para completar a cesta básica das famílias, auxiliando assim os pequenos produtores rurais da agricultura familiar, que muitas vezes também são usuários do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Ela explicou ainda que, com a estagnação dos repasses federais, o SUAS em Poconé era subsidiado praticamente com recursos próprios, mas que, como houve aumento no repasse do FEAS, foi possível potencializar as ações socioassistenciais.

“Agora atendemos e acompanhamos mais famílias, expandimos nosso Serviço de Convivência nas nossas comunidades rurais e quilombolas e, em 2024, com esse valor, será possível dar voos maiores na assistência social, em Poconé”, ressaltou.

Para o município de Confresa, a 1.060 km de Cuiabá, o aumento no valor do cofinanciamento foi mais que significativo. Em 2022, o município recebeu o montante de R$ 73.223,15, sendo que o repasse do cofinanciamento aumento em 245,80% em 2023, chegando a cada dos R$ 253.209,12.

Leia Também:  Juíza vê “versões antagônicas” e absolve ex-jogador do Cuiabá

A secretária de Desenvolvimento Social e Trabalho (SMDST) de Confresa, Leidiane Gomes de Freitas, explicou que com o novo repasse foi possível fortalecer o oferecimento dos benefícios eventuais, que correspondem aos auxílios prestados aos cidadãos e às famílias em virtude de nascimento, morte, situações de vulnerabilidade temporária e de calamidade pública.

“Posso dizer que, para nós, esse aumento no repasse, foi mais do que importante, tirou a gente do sufoco. Eu só tenho a agradecer ao nosso governador Mauro Mendes e a nossa primeira-dama Virginia Mendes, agradecer a toda equipe da Setasc, a secretária Grasielle Bugalho. Agora, de fato, podemos concretizar políticas mais eficazes para nossa região”, finalizou.

Itiquira, localizado a aproximadamente 360 km, foi outro município que teve os recursos do cofinanciamento reajustados, saindo de R$ 41.944,76 em 2022 para R$ 100.524,48, o que representa um aumento total de 139,66%.

O prefeito de Itiquira, Fabiano Dalla Valle, ressaltou que o aumento no valor do financiamento fez com que fosse possível melhorar o atendimento da Secretaria de Assistência Social do município como um todo.

“O cofinanciamento vem abrangendo vários segmentos da própria Secretaria. É uma ajuda financeira que veio e a gente está transformando essa ajuda financeira do Estado em benefício, em atendimento à população. É diretamente proporcional. Quando o Estado consegue subsidiar um valor melhor para o município, com certeza o município consegue aumentar mais sua rede de atendimento”, disse.

A secretária de Assistência Social e primeira-dama de Itiquira, Marciara Borges de Oliveira Dalla Valle, explicou que com o valor repassado pelo Estado, o município já iniciou os pagamentos dos oficineiros, que prestam serviço nos cursos que são ofertados nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e o distrito.

“Fez uma diferença enorme. Nós conseguimos aumentar a oferta de serviços. E com isso, trazendo mais capacitação para eles, fazemos com que eles tenham mais autonomia, e possam melhorar de vida também”, disse.

Prefeito Fabiano Valle e primeira dama Marciara Borges do município de Itiquira.
Créditos: João Reis

Marciara também contou que o município de Itiquira conseguirá implantar o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) após o aumento de recursos.

“Com esse valor reajustado, além de aumentar os serviços, agora nós estamos nos estruturando, e esse valor vai ajudar na abertura e no custeio do CREAS, que é um novo leque de serviços que a Secretaria de Assistência Social vai ofertar à população. O município só agradece mesmo, o governador e a primeira dama, por todo o suporte que tem dado aos secretários também, sempre que a gente precisa. Da nossa parte, só agradecimentos mesmo”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Jovem CEO prioriza soluções de mercado, rejeita a recuperação judicial e lidera reestruturação milionária no agro em MT: país acompanha sua atuação

Publicados

em

Em Sapezal, um dos principais polos do agronegócio brasileiro, a trajetória recente do Grupo Rotta ultrapassa os limites de uma reestruturação empresarial comum. Ela se insere em um contexto nacional marcado por um fenômeno crescente: a intensificação dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro, impulsionados por ciclos de alta alavancagem, volatilidade de preços das commodities, elevação do custo de crédito e oscilações cambiais.

Nesse cenário, em que muitos agentes do setor têm recorrido ao Judiciário como mecanismo imediato de reorganização financeira, a condução adotada pelo Grupo Rotta representa uma ruptura relevante de paradigma.

Fundado em 1979, o GRUPO ROTTA consolidou sua atuação na produção de soja, algodão, milho e pecuária, estruturando-se ao longo de décadas com base em escala, eficiência produtiva e suporte técnico especializado. Trata-se de uma empresa que construiu sua relevância no campo, mas que, como tantas outras no Brasil, passou a enfrentar os efeitos de um ambiente macroeconômico adverso.

À frente desse momento decisivo está ANDRÉ ROTTA, CEO, executivo de terceira geração, cuja formação se deu dentro do próprio negócio, especialmente na área comercial, com atuação direta na negociação de grãos, formação de preços e gestão de vendas, experiência que lhe conferiu não apenas leitura prática de mercado, mas também elevada capacidade de condução de negociações complexas com bancos, credores e fornecedores, desenvolvendo sensibilidade estratégica e habilidade de articulação essenciais para a tomada de decisões em cenários de pressão e reestruturação.

O ponto de inflexão ocorre em 2025.

O grupo operava sob forte estresse financeiro: compressão de caixa, elevado nível de endividamento e risco concreto de ingresso em recuperação judicial. Este é, hoje, o retrato de diversas empresas do agronegócio brasileiro, que, diante desse quadro, têm optado por judicializar suas crises como primeira alternativa.

A decisão de André Rotta, contudo, seguiu direção oposta e é justamente aí que reside a relevância de sua atuação. Pois, ao invés de aderir ao movimento que se dissemina no país, o Jovem CEO estabeleceu uma diretriz clara dentro do grupo: a recuperação judicial não seria utilizada como solução inicial, mas apenas como último recurso, após o esgotamento de todas as alternativas possíveis no âmbito negocial e de mercado.

Leia Também:  Secretaria de Saúde estadual abre inscrição para cursos de especialização

Essa posição revela não apenas prudência, mas também elevada maturidade estratégica, sobretudo por partir de um jovem de apenas 24 anos, André Rotta, filho de Anilson Rotta e Cirnele Bezerra Rotta, cuja atuação demonstra clareza decisória, responsabilidade e visão de longo prazo incomuns para a sua idade.
A recuperação judicial, embora seja um instrumento legítimo previsto na legislação brasileira, carrega efeitos estruturais significativos: impacta a confiança dos credores, fragiliza relações comerciais, altera a percepção de risco do mercado e, muitas vezes, restringe o acesso a novas fontes de financiamento. No agronegócio setor altamente dependente de crédito, confiança e fluxo contínuo de insumos e comercialização —esses efeitos tendem a ser ainda mais sensíveis.

Com essa leitura, a gestão liderada por André Rotta priorizou a preservação da credibilidade institucional do grupo, mantendo diálogo ativo com credores, evitando rupturas e afastando o ambiente de insegurança que, via de regra, acompanha empresas em recuperação judicial.

Foi nesse contexto que se estruturou uma operação de FIAGRO na ordem de R$ 190 milhões, utilizando o mercado de capitais como instrumento de reequilíbrio financeiro. A operação não apenas garantiu liquidez imediata, como possibilitou o alongamento do passivo, a reorganização do fluxo de caixa e, sobretudo, a preservação da capacidade produtiva elemento central para a continuidade do negócio no agro.

A escolha por essa via demonstra domínio de instrumentos financeiros sofisticados e evidencia uma mudança de mentalidade: sair de uma lógica reativa, centrada na judicialização da crise, para uma atuação propositiva, baseada em engenharia financeira, governança e acesso estruturado a capital.

Internamente, a condução dessa estratégia também promoveu uma evolução na governança do grupo. André Rotta assumiu protagonismo na integração entre as dimensões produtiva e financeira, implementando maior disciplina de custos, racionalização de operações e alinhamento estratégico de longo prazo.

Sua atuação direta na comercialização das safras reforça esse modelo integrado, no qual decisões agronômicas e financeiras passam a operar de forma coordenada — um diferencial competitivo em um ambiente marcado por instabilidade de preços, câmbio e custos de produção.

Leia Também:  Governador entrega 150 óculos inteligentes a estudantes e professores: "Vão ter condição de vida muito melhor"

O caso do Grupo Rotta, portanto, não se limita a uma reestruturação bem-sucedida. Ele simboliza uma inflexão mais ampla no agronegócio brasileiro: a emergência de lideranças que compreendem que a sustentabilidade do negócio passa, necessariamente, pela combinação entre produção eficiente, governança sólida e inteligência financeira.

Ao conduzir o grupo nesse momento crítico sem recorrer à recuperação judicial, André Rotta se posiciona como um agente de transformação dentro do setor no agro. Sua atuação evidencia que existem caminhos alternativos viáveis e, muitas vezes, mais sustentáveis e seguros para enfrentar crises, sem comprometer as relações comerciais nem a reputação do Grupo Rotta, construída ao longo de décadas, priorizando soluções negociais legítimas e estruturadas com credores, bancos e fornecedores.

Em um Brasil que observa, com atenção, o aumento expressivo das recuperações judiciais no agro, sua estratégia projeta um modelo distinto: o de que a reestruturação pode e deve começar fora do Judiciário, com responsabilidade, técnica e respeito aos credores.

Mais do que gerir uma crise, o jovem CEO revelou uma capacidade rara de conduzir uma mudança de lógica com precisão, lucidez e visão estratégica incomuns. Sua atuação, marcada por decisões firmes e leitura apurada de cenário, ganhou projeção nacional, com destaque em veículos como a FORBES AGRO e outros noticiários, despertando interesse sobre como conseguiu reverter um quadro adverso ao adotar uma abordagem contrária ao movimento predominante de recuperação judicial no agronegócio.

Não por acaso, sua liderança passou a ser observada com atenção em todo o país, consolidando-se como referência de estratégia, responsabilidade e capacidade de articulação em cenários de alta complexidade. Mais do que um caso de superação empresarial, sua atuação projeta um novo parâmetro para o setor: demonstra que é possível enfrentar crises com inteligência financeira, preservação da credibilidade e respeito aos credores, sem recorrer à via judicial. Com isso, redefine padrões no agronegócio brasileiro e desperta o interesse de todo o mercado em compreender os fundamentos de sua estratégia.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA