MATO GROSSO
Seciteci e Seduc firmam parceria para ofertar cursos técnicos no Ensino Médio
MATO GROSSO
Ao todo serão 1.960 vagas para 2024 em diferentes cursos técnicos, como Administração, Enfermagem, Biocombustível, Têxtil, Análises Clínicas e outros.
A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) vai ofertar, a partir de 2024, cursos técnicos concomitantemente com o Ensino Médio. A ação é fruto de uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e será disponibilizada em 15 municípios mato-grossenses. O estudante que optar pela modalidade poderá concluir o Ensino Médio já com um diploma técnico em uma das áreas escolhidas.
Com a iniciativa, o Estado caminha em direção a tendência nacional de crescimento do Ensino Técnico, buscando atender principalmente o público jovem. Além da possibilidade de se qualificar profissionalmente nos primeiros anos do Ensino Médio, a oferta também assegura maior qualidade de vida e oportunidade de emprego.
De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec, a construção da nova modalidade de oferta contou com apoio de uma equipe técnica especializada para garantir a efetividade da ação. Para Allan Kardec, com a nova oferta os estudantes mato-grossenses passam a contar com mais um apoio do Governo do Estado para garantir um futuro de oportunidades.
“Firmar essa parceria com a Seduc foi um ganho para todos os jovens mato-grossenses. Fizemos um estudo para identificar a vocação de cada região de Mato Grosso e a partir daí construir uma proposta pedagógica que também possa capacitar esse estudante para o mercado de trabalho. Estamos falando de uma ação inovadora que contou com a aprovação imediata do governador Mauro Mendes”, contou o secretário Allan.
Para a definição de todos os cursos técnicos ofertados a Secretaria Adjunta de Educação Superior e Profissional realizou um estudo para identificar as “vocações” de cada região, buscando disponibilizar cursos que atendam às principais necessidades de cada ponto do estado. Entre os cursos estão: Agropecuária, Agricultura, Têxtil, Enfermagem, Análises Clínicas, Gerência em Saúde, Agronegócio, Administração, Biocombustíveis e outros.
Os municípios que vão contar com a nova modalidade de oferta são: Cuiabá, Alta Floresta, Água Boa, Barra do Garças, Cáceres, Diamantino, Juara, Matupá, Campo Verde, Poxoréu, Primavera do Leste, Sinop, Tangará da Serra, Rondonópolis e Lucas do Rio Verde.
Além de professores especializados nas áreas de formação, os estudantes que optarem pela formação técnica também terão acesso a laboratórios, aulas práticas e também visitas técnicas para testar o conhecimento adquirido em sala de aula. Além disso, também há previsão de estágios de acordo com o curso escolhido.
O secretário adjunto de Educação Profissional e Superior, Dimorvan Alencar Brescancim, ressalta que a nova modalidade de oferta vai contemplar alunos de diferentes regiões do estado, buscando atender também a demanda de profissionais qualificados em áreas estratégicas.
“Serão mais de 1.900 vagas ofertadas em 2024, em 56 turmas junto com o Ensino Médio e todos em áreas estratégicas para o crescimento de Mato Grosso. Estamos trabalhando para oferecer o melhor ensino para os nossos jovens que desejam essa entrada imediata no mercado de trabalho. Com o apoio do governador Mauro Mendes, vamos entregar para o estado profissionais qualificados para ocuparem as vagas de emprego criadas pela nossa economia”, disse o secretário adjunto.
Com 1.960 vagas para 2024, a Seciteci busca agregar um maior número de estudantes ao longo dos próximos três anos, chegando a uma oferta de mais de 6 mil vagas em 2026. A expectativa é formar anualmente 2 mil profissionais técnicos que também encerraram o Ensino Médio.
Matrículas abertas
A partir da parceria com a Seduc, as Escolas Técnicas Estaduais passam a contar com “escolas parceiras”, ou seja, unidades que servirão de base para a oferta do Ensino Médio, enquanto toda a gestão do Ensino Técnico será feita de forma concomitante pelas ETEs. As matrículas dos alunos interessados deverão ser feitas a partir dessas unidades parceiras.
Atualmente os matriculados nas “escolas parceiras” podem realizar a rematrícula manifestando interesse pela formação integrada com o Ensino Técnico, selecionando a opção “1º ano EPT/SECITECI”. O prazo de rematrícula segue o mesmo definido em calendário pela Seduc, 17 de novembro.
Já para os que estão matriculados em outras unidades escolares e queiram ser transferidos para acompanhar a nova modalidade de oferta, devem buscar a plataforma Matrícula Web a partir do dia 9 de janeiro de 2024. A data é válida também para os que nunca tenham passado pela Rede Estadual de Educação, nesse caso, antes da matrícula é necessário realizar um cadastro na plataforma a partir do dia 1 de dezembro.
Nas Escolas Técnicas Estaduais de Cuiabá, Primavera do Leste e Água Boa, todo o processo de matrícula será feito a partir do processo seletivo das Escolas Militares inseridas nos municípios. É importante destacar que a nova modalidade é válida apenas para os alunos que estejam concluindo o 9° Ano do Ensino Fundamental.
Para acompanhar a lista de cursos oferecidos em cada um dos municípios, clique aqui. Já os pais e responsáveis que tiverem dúvidas sobre a nova modalidade, podem entrar em contato pelo telefone ou pelo e-mail das Escolas Técnicas Estaduais. Para conferir os contatos, clique aqui.
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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