MATO GROSSO
Maior operação policial da história de Sorriso mira facção criminosa
MATO GROSSO
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Sorriso (442 km ao norte de Cuiabá), cumpre na manhã desta quinta-feira (09.11), 195 ordens judiciais prisão, busca e apreensão e quebra de sigilo bancário, na terceira fase da Operação Recovery, que apura os crimes de tráfico de drogas, homicídios qualificados praticados por integrantes de uma associação criminosa.
São cumpridos na operação, 123 mandados de busca e apreensão domiciliar, 56 de prisão preventiva, seis de apreensão de menores e 10 ordens de sequestros de bens contra lideranças e integrantes de uma facção criminosa instalada em Sorriso e região.

Os mandados são cumpridos em sete municípios de Mato Grosso, Sorriso, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e nas cidades do Rio de Janeiro e Cabo Frio, no estado do Rio de Janeiro.
Para cumprimento dos mandados na megaoperação, foram empregados mais 500 policiais civis, entre equipes das Diretorias do Interior, Metropolitana e de Atividades Especiais da Polícia Civil e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) de Sorriso.
As investigações foram presididas pelos delegados Eugênio Rudy Júnior, que apurou a atuação da facção criminosa com o tráfico de drogas, e Bruno França Ferreira, que apontaram o envolvimento do grupo em homicídios qualificados ocorridos na região.

Recovery – Fases 1 e 2
A primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, mirou os integrantes da associação criminosa formada por traficantes em Sorriso e cumpriu 94 mandados judiciais. Foi efetuado ainda o sequestro de veículos ligados ao principal traficante do grupo e o bloqueio de valores em até R$ 1 milhão de integrantes da associação criminosa.

Em abril, a Polícia Civil concluiu o inquérito da primeira fase e indiciou 42 criminosos por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A segunda fase da Operação Recovery foi deflagrada no mês de março para cumprimento de sete ordens judiciais de prisão e de buscas contra envolvidos em homicídios no município. Os mandados estão em cumprimento nas cidades de Ipiranga do Norte (MT), Macaé e Rio de Janeiro (RJ).

Entre os alvos, estava um dos líderes da facção criminosa, que responde a ações penais por crimes como tráfico de drogas, roubos, homicídios, organização criminosa e uso de documento falso, tendo seis condenações apenas na Justiça fluminense por roubo. Além de ações na Justiça de Mato Grosso, ele responde a ações em varas da Justiça Estadual e Federal no Rio de Janeiro por homicídio, roubo majorado e tráfico.

MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
-
MATO GROSSO10 horas atrásLeitura e faturamento de energia são temas de capacitação para conselheiros do CONCEEL-EMT
-
MATO GROSSO10 horas atrásConselheiros de Mato Grosso participam de debate sobre nova era do mercado de energia
-
MATO GROSSO10 horas atrásGrupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões