MATO GROSSO
Agentes que atuam nas operações Lei Seca são capacitados para as atividades de fiscalização
MATO GROSSO
A última capacitação aconteceu no dia 11 de novembro, em Nova Mutum. A equipe já percorreu também outros municípios que realizam a operação Lei seca, como Alta Floresta, Barra do Garças, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Cáceres.
O objetivo é padronizar as atividades de fiscalização e o policiamento especializado de trânsito dentro do projeto de expansão das operações Lei Seca nos municípios do interior para a redução dos sinistros de trânsito e conscientização dos condutores em relação ao ato de dirigir sob efeito de álcool.![]()
Entre as informações repassadas nas capacitações estão: montagem de barreiras, procedimentos de abordagens, atualização da legislação de trânsito, lavratura de flagrantes, instruções sobre o uso do aparelho etilômetro, dentre outras.
Sempre após as capacitações, são realizadas operações de fiscalização nos municípios para colocar em prática os ensinamentos, bem como a ação integrada preventiva “Amigo da Rodada”, em bares e restaurantes locais.
“Nosso objetivo é o aperfeiçoamento da qualidade do serviço que está sendo prestado, do planejamento operacional, além da entrega de materiais de trabalho para uso nas operações. Também realizamos operações nos municípios para observar o que pode ser melhorado nas instruções. É uma troca de experiência entre a equipe de Cuiabá, que é da Câmara Temática de Trânsito, para juntos analisarmos o que é possível agregar no trabalho que já vem sendo executado, considerando a realidade dos municípios”, disse a coordenadora de Fiscalização de Trânsito do Detran-MT, Kelli Lopes Félix.
Somente este ano já foram realizadas 277 edições da operação Lei Seca. As operações são comandadas pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), com apoio das forças de Segurança do Estado, e tem como principal intuito a redução dos sinistros de trânsito em decorrência da combinação de álcool e direção de veículo.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Prorrogação de incentivo fiscal garante alívio ao setor suinícola de Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) concedido por meio do Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) para atividades da suinocultura. O benefício, que mantém o percentual de 75% de incentivo nas operações interestaduais com suínos vivos, terminaria no dia 31 de abril, mas foi estendido até 31 de dezembro de 2026, garantindo fôlego ao setor produtivo em um momento de desafios econômicos.
A medida atende a uma demanda apresentada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com apoio institucional do Fórum Agro, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
De acordo com a Resolução nº 269/2026 do Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat), publicada após a 33ª Reunião Extraordinária do colegiado, realizada no mês de março, fica autorizada a manutenção da fruição cumulativa de benefícios fiscais nas operações interestaduais de suínos destinados ao abate, engorda, reprodução, cria e recria.
Na prática, o incentivo mantém reduzida a carga tributária nas saídas interestaduais de suínos vivos, assegurando maior competitividade aos produtores mato-grossenses no mercado nacional. O mecanismo combina crédito outorgado e redução de base de cálculo do ICMS, conforme previsto em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e regulamentações estaduais.
A prorrogação ocorre em um contexto de pressão sobre os custos de produção e margens do setor, especialmente diante de oscilações de mercado e aumento de custos operacionais. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a manutenção do incentivo fiscal contribui para preservar a atividade, estimular investimentos e garantir previsibilidade aos produtores.
“Esse incentivo é fundamental não só para o desenvolvimento da suinocultura de Mato Grosso como a manutenção de produtores na atividade, visto que o primeiro trimestre foi de desvalorização do preço pago ao produtor. Para se ter uma ideia, iniciamos o ano com R$ 8,00 pago ao produtor por cada quilo do animal vivo, e agora no início de abril esse valor está em R$ 6,20, uma queda de 22% aproximadamente”, pondera Frederico.
Com a decisão, o setor suinícola ganha mais tempo para enfrentar o atual cenário econômico, enquanto entidades representativas seguem dialogando com o poder público em busca de medidas estruturais que contribuam para a sustentabilidade da produção em Mato Grosso.
O Proder é um dos principais instrumentos de incentivo ao desenvolvimento rural no estado, permitindo a concessão de benefícios fiscais a segmentos estratégicos da agropecuária, com foco na agregação de valor, geração de emprego e fortalecimento da competitividade.
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