MATO GROSSO
Sema intensifica estrutura para atender animais silvestres durante incêndios no Pantanal
MATO GROSSO
Dois veículos volantes rodarão toda a Transpantaneira, em especial a região do Porto Jofre, com equipes de veterinários especializados em animais silvestres
Foram contratados médicos veterinários especializados em animais silvestres para atuar junto com os servidores da Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema-MT nesses atendimentos.
Além disso, dois veículos volantes vão circular durante o tempo todo pela Rodovia Transpantaneira, em especial na região do Porto Jofre, para identificar e resgatar animais que precisam de socorro veterinário.
A estrutura do posto de atendimento da Sema, no km 17 da Transpantaneira, também será utilizada para atender os animais silvestres. O local possui quatro recintos montados, além dos recintos da Ampara Silvestre que já foram colocados à disposição da Secretaria, no km 110, próximo a Porto Jofre.
O Pantanal mato-grossense possui 5,3 milhões de hectares. A área atingida pelo fogo conforme o Corpo de Bombeiros do Estado é de 519 mil hectares, equivalente a 9,6% da área total de janeiro a novembro deste ano.
Os veículos possuem equipamentos para resgate e captura do animal, como a zarabatana, caixas de transporte, gancho, cambões e caixas de medicamentos.
As equipes formadas pelos médicos veterinários e servidores do setor de Fauna da Sema estarão à disposição em tempo integral.
Outras duas equipes também ficarão à disposição para servir de suporte à equipe volante que estiver em campo. Eles darão todo o tipo de suporte a equipe volante em questões como logística e situações de emergência.
“Vamos monitorar a atuação de toda a equipe volante e dar todo o suporte necessário. Além dos postos estruturados da Sema, temos também os da Ampara que é bem perto de onde está o foco dos incêndios e vamos utilizar para atendimento a fauna silvestre”, explicou o coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, Eder Toledo.
Plano integrado
Nesta terça-feira (14.11), o Governo do Estado anunciou no plano de trabalho integrado com o Governo Federal, que, além de ampliar o efetivo na região, com mais brigadistas, aeronaves e embarcações, maquinários apreendidos também serão empregados nas ações em campo.
Ao todo, cinco maquinários estão sendo utilizados, entre outras técnicas de prevenção, para a criação de aceiros, que são faixas de terra onde é feita a retirada do material vegetal para impedir a continuidade do incêndio.
Desde 2019, o Governo de Mato Grosso já investiu mais de R$ 240 milhões em ações de prevenção e combate aos incêndios florestais e desmatamento ilegal.
Somente em 2023, foram destinados R$ 38 milhões ao plano de combate a incêndios, que foi ampliado em mais R$ 6,4 milhões, neste mês de novembro, em decorrência da emergência ambiental, para a aquisição de insumos e equipamentos.
MATO GROSSO
“Começamos com R$ 300”: Bioilha transforma iniciativa simples em negócio de impacto na Amazônia
Toda história de negócio tem um ponto de partida, e, no caso da Bioilha, ele foi simples, possível e cheio de vontade de fazer acontecer. Com apenas R$ 300 e muita iniciativa, Vanessa Barbosa e Danielly Leite deram início a um projeto que, sem grandes pretensões no começo, acabou se tornando uma referência de empreendedorismo conectado à Amazônia.
A história da Bioilha começa de maneira muito real, sem grandes planejamentos ou estrutura pronta. “A gente começou com R$ 300”, conta Danielly, lembrando o início de tudo. Mais do que um valor, a frase representa coragem, tentativa e a vontade de fazer acontecer com o que estava ao alcance naquele momento.
“No começo, nem existia a intenção de criar uma empresa. A iniciativa nasceu da rotina, das experiências vividas e da percepção de que havia espaço para algo novo. A gente não começou pensando em empresa”, explica Danielly, destacando que o negócio surgiu naturalmente, acompanhando as oportunidades que apareciam pelo caminho.
Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo, e junto dele veio a necessidade de organizar melhor o trabalho. “A gente foi percebendo que aquilo podia ir além”, lembra Vanessa, ao falar sobre o momento em que a iniciativa deixou de ser algo pontual e passou a ganhar proporção maior.
O crescimento trouxe desafios, aprendizados e muitas adaptações. Segundo Danielly, foi preciso estudar, buscar conhecimento e estruturar processos para acompanhar essa nova fase. “A gente precisou aprender enquanto fazia”, afirma.
Mais do que expandir, a preocupação das fundadoras sempre esteve ligada às pessoas e ao território amazônico. “Quando a gente cresce, não cresce sozinho”, comenta Danielly, ao falar sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades.
O bate-papo com as empreendedoras está disponível na segunda temporada do Biodiversa Podcast. Na conversa, conduzida pela apresentadora Nélia Ruffeil, elas compartilham a trajetória da marca, os aprendizados ao longo do caminho e os projetos pensados para o futuro da Bioilha. O episódio já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Episódio já disponível: https://www.youtube.com/watch?v=Su8gdUEzHGI&pp=ygUSYmlvZGl2ZXJzYSBwb2RjYXN0