MATO GROSSO
Com clima mais ameno, 23ª Corrida Homens do Mato da Polícia Militar conta com a participação de 2 mil competidores
MATO GROSSO
Polícia Militar de Mato Grosso reuniu, na manhã deste domingo (19.11), cerca de dois mil participantes na 23ª edição da Corrida Homens do Mato. A prova contou com percursos de cinco e dez quilômetros por ruas e avenidas de Cuiabá, com largadas e chegadas no Quartel do Comando-Geral da PMMT.
A chuva que caiu durante a madrugada amenizou a temperatura, na manhã deste domingo, e animou os competidores que passaram pela prova, como a vendedora Maria Madalena Maia, de 44 anos, que lidera um grupo de corrida entre amigas. A competidora retornou às provas de rua após passar por uma cirurgia.
“Eu corro na Homens do Mato há mais de sete anos e hoje é meu retorno após ter que realizar uma cirurgia. Vou correr com muito amor e dedicação e aproveitar esse tempo bom para fazer o percurso de cinco quilômetros”, contou Maria.

Já Solange Zaneti, de 47 anos, participou pela primeira vez da corrida Homens do Mato e afirmou que estava surpresa com a organização da prova e o sucesso do evento.
“Estou adorando todo o evento, fui picada pelo bichinho da corrida de rua há seis meses e estou amando todo esse universo comecei”, afirmou.
Para as categorias adulto e PCDs os percursos foram de cinco e dez quilômetros distribuídos nos trechos que percorreram a Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), Centro Político Administrativo, Detran-MT, Parque das Águas e Tribunal Regional do Trabalho (TRT), finalizando dentro do Quartel do Comando-Geral.
O primeiro a completar o percurso de cinco quilômetros foi Fernando da Silva, de 44 anos, vencedor na categoria geral masculino, finalizando a prova em pouco mais de 20 minutos.
“Hoje o dia estava agradável, o tempo ajudou bastante e o percurso eu já conheço, já corri algumas vezes e hoje foi muito bom”, avaliou o corredor.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, também participou da prova e destacou o papel da corrida em aproximar a PMMT da sociedade mato-grossense.
“Essa corrida já está marcada no calendário do Estado e a cada ano temos mais participações e inovações. Hoje fomos agraciados com um clima agradável, que proporcionou uma boa realização da prova para nossos competidores, além de um momento de confraternização entre família, amigos e colaboradores da Polícia Militar”, enfatizou.
Neste ano, a Corrida Homens do Mato chamou a atenção para a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), em suas camisetas, medalhas e durante todo o evento.
A psicóloga Carla Campos, que trabalha exclusivamente com o desenvolvimento de pessoas autistas, elogiou o trabalho da Polícia Militar em dar voz a este tema.
“Esta iniciativa da Polícia Militar é muito importante para se pensar no autista como um cidadão de uma forma geral e com todas as suas necessidades. A pessoa com autismo também faz parte desse grupo e precisa de todas as suas adaptações para conseguir participar dos eventos da comunidade e isso vimos aqui hoje, com a realização desse grande trabalho da PMMT”, finalizou.

Corrida kids
Na tarde de sábado (18.11), foi a vez das crianças de quatro a 12 anos cumprirem o desafio na 2ª edição da Corrida Homens do Mato Kids. Mais de 100 crianças participaram da prova que teve percurso dentro do Quartel do Comando-Geral da PMMT com obstáculos e muita interação e confraternização para o público infantil.

O subtenente Marcelo Lacerda da Mata, levou toda sua família e seus filhos para participarem da prova, entre eles o pequeno Artur Máximo, de sete anos, que é autista, e destacou a inclusão e atenção dos organizadores da prova. “É uma prova, com percurso bem organizado e vi isso pessoalmente, pois acompanhei meus filhos no trajeto. O que vimos aqui foi algo além da competição, mas sim muita superação de todos”, destacou.
Um dos filhos do subtenente, Antonio da Mata, de 10 anos, comemorou ter conseguido terminar a prova e passar pelos obstáculos do percurso. “Achei muito legal, passei por todos os desafios do percurso e ainda ganhei uma medalha”, completou.

MATO GROSSO
Especialista alerta para riscos do bloqueio indiscriminado de ativos em processos penais contra empresas
O bloqueio de ativos financeiros em investigações criminais envolvendo empresas deve ser tratado como medida excepcional e proporcional, sob pena de gerar efeitos econômicos e sociais irreversíveis. A avaliação é do advogado criminalista Lucas Sá, do escritório Sá Souza Advogados, que defende maior cautela do Judiciário na adoção desse tipo de medida cautelar, com respeito às garantias fundamentais e à presunção de inocência.
Segundo Lucas, o bloqueio de ativos não pode ser utilizado de forma automática ou baseado apenas na gravidade abstrata do crime investigado. Para o especialista, em um Estado Democrático de Direito, a constrição patrimonial só se justifica quando há elementos concretos que demonstrem risco real de dilapidação de patrimônio, ocultação de valores ou prejuízo à efetividade da aplicação da lei penal.
“O bloqueio de ativos é uma medida de exceção, não de rotina. Não basta a gravidade abstrata do crime ou a repercussão social do caso”, afirma. De acordo com o advogado, quando a decisão judicial não apresenta demonstração clara de urgência, não individualiza os valores bloqueados ou não estabelece vínculo direto entre os ativos e o fato investigado, a medida perde sua natureza cautelar.
Nessas situações, o bloqueio passa a assumir caráter punitivo, o que, segundo Sá, configura antecipação de pena. “Isso é incompatível com a presunção de inocência e com o devido processo legal”, destaca. Para ele, a função do processo penal é apurar responsabilidades de forma técnica e racional, e não impor sanções antes do trânsito em julgado.
O especialista chama atenção ainda para os impactos que o bloqueio indiscriminado de ativos empresariais pode gerar fora do processo judicial. De acordo com ele, a constrição patrimonial não atinge apenas a empresa investigada, mas se estende a uma ampla cadeia de terceiros que não têm qualquer relação com o suposto ilícito. “Funcionários deixam de receber salários, fornecedores não são pagos, contratos são rompidos e empresas economicamente viáveis podem ser levadas à insolvência”, explica.
Do ponto de vista jurídico, Lucas avalia que esse cenário representa uma punição indireta de pessoas que não são investigadas nem acusadas. Já sob a ótica social e econômica, os efeitos incluem desemprego, queda de arrecadação e enfraquecimento da atividade produtiva. “O Judiciário deveria considerar esses impactos de forma explícita, ponderando proporcionalidade, adequação e necessidade”, afirma.
Como alternativa, o advogado defende a adoção de medidas menos gravosas, capazes de preservar tanto a investigação criminal quanto a continuidade da atividade empresarial. Entre elas, cita o bloqueio parcial de valores, a constrição apenas de recursos diretamente vinculados ao suposto ilícito e a substituição por garantias reais.
“Essas alternativas são não apenas possíveis, mas desejáveis. O processo penal não pode ser instrumento de asfixia econômica nem de coerção indireta”, ressalta. Para Lucas Sá, a credibilidade do sistema de justiça está diretamente ligada à capacidade de investigar com firmeza sem abrir mão das garantias fundamentais. “Quando isso não acontece, perde a empresa, perdem os trabalhadores e, no fim, perde o próprio Estado”, conclui.
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