MATO GROSSO
Detran aponta redução de 18% no número de acidentes de trânsito em Mato Grosso
MATO GROSSO
Conforme o balanço (disponível aqui), do total de sinistros em 2022, 7.268 não resultaram em óbito, enquanto 658 tiveram registro de mortes. Os dados ainda apontam que 67% das vítimas em Mato Grosso foram homens e 33%, mulheres.
O documento também aponta que domingo foi o dia da semana em que mais ocorreu os acidentes de trânsito em 2022, sendo 8,3% dos registros. O período noturno e a madrugada apresentaram maior índice, sendo 40% dos casos.
Quanto às autuações de infrações de trânsito, em 2022 foram 952.626 registros, o que representa um aumento de 32% em relação ao ano de 2021, em que se totalizou 718.212 autuações.
“Importante pontuar que o Detran investiu e reforçou a atividade de fiscalização de trânsito, especialmente em Cuiabá e Várzea Grande, com flagrantes de muitas infrações envolvendo motoristas e veículos, fator que contribuiu para o aumento desses registros de autuações”, observou o gerente do Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito (Renaest) do Detran-MT, Walber Desto.
A infração que continua se destacando como a mais cometida pelos condutores é a de transitar em velocidade superior a máxima permitida em até 20%, totalizando 398.389 autuações somente em 2022.
Conforme Walber, os dados disponibilizados no Anuário Estatístico, que tem 2022 como ano-base, permitem identificar padrões de comportamento, como tendência e sazonalidade, pontos críticos e os fatores de risco presentes no trânsito em Mato Grosso, contribuindo para melhoria da política pública de segurança viária no Estado.
O Anuário contém, ainda, informações sobre habilitação, veículos, fiscalização e educação para o trânsito.
“É um documento produzido anualmente pelo Detran-MT que serve como base para as ações dos órgãos e entidades que atuam na área da Segurança Pública no auxílio a redução de acidentes e no combate à violência no trânsito”, destacou o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.
O documento é desenvolvido pelo Detran-MT, por meio da equipe Renaest, com colaboração da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT).
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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