MATO GROSSO
Integrante de organização criminosa é preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas em Cuiabá
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Um integrante de uma organização criminosa, de 29 anos, foi preso em flagrante, nesta terça-feira (20.02), por porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e direção perigosa, no bairro Centro América, em Cuiabá. Policiais militares do 3º Batalhão apreenderam um revólver calibre 22, oito munições, cinco porções de substância análoga à maconha e R$ 213 em espécie.
As equipes receberam informações de que faccionados de uma organização criminosa estariam comercializando entorpecentes na Rua Alcobaça, próximo ao córrego. Um dos suspeitos estaria exibindo uma arma de fogo no local.
Após a denúncia, os militares realizaram o monitoramento à distância e flagraram o homem com um objeto na cintura, aparentando ser arma de fogo. Em seguida, ele e um comparsa saíram em duas motocicletas.
Os policiais acionaram sinais sonoros e luminosos para realizar a abordagem dos suspeitos, no entanto o condutor da motocicleta sacou uma arma e efetuou disparo contra a equipe, que revidou.
O suspeito ainda tentou jogar o veículo contra os militares, caiu da motocicleta e correu a pé, sendo detido em seguida. O integrante da quadrilha foi baleado de raspão na perna, encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá e recebeu alta médica em seguida.
As equipes identificaram que o suspeito não era habilitado e a motocicleta estava com licenciamento atrasado. O homem e todo material apreendido foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Fonte: Governo MT – MT
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.