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Márcia Pinheiro vai ser julgada pela Justiça Federal em ação por contratações irregulares na Saúde

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O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, remeteu à Justiça Federal
o julgamento da ação que pede a condenação da primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro e
do ex-chefe de gabinete da prefeitura, Antônio Monreal Neto, por organização criminosa. Eles
foram denunciados por responsabilidade no esquema desmembrado na Operação Capistrum,
que teria causado prejuízo milionário aos cofres públicos mediante “cabidão” de emprego
instalado na Secretaria Municipal de Saúde, entre 2017 e 2021.

Além de Márcia e Monreal, também são réus na ação a ex-Secretária Adjunta de Governo e
Assuntos Estratégicos do Município, Ivone Souza e o Ex-Coordenador de Gestão de Pessoas da
Secretaria de Saúde de Cuiabá, Ricardo Aparecido Ribeiro.
Como, em decisão anterior, o Superior Tribunal de Justiça determinou que processo contra
Emanuel Pinheiro fosse encaminhado à Justiça Federal, por conta da origem dos recursos que
teriam sido desviados no esquema, o juiz determinou que o julgamento dos outros réus
também fosse remetido para o mesmo local. Emanuel é julgado em ação separada por conta
de seu foro como prefeito.
“Considerando tratar-se da mesma ação penal, apenas desmembrada em virtude da
prerrogativa de função do Prefeito Emanuel Pinheiro, tem-se que a decisão proferida pelo STJ
afeta diretamente a tramitação dos autos desmembrados, pelo que, dando cumprimento à
mesma, determino a remessa dos autos à Justiça Federal de Mato Grosso, para
processamento do feito”, decidiu Jean nesta terça-feira (26).
Em 2021, Emanuel chegou a ser afastado do cargo sob suspeita de integrar suposta
organização criminosa, que foi desarticulada pela operação. Na ocasião, o ex-chefe de
gabinete da prefeitura, Antônio Monreal Neto, foi preso temporariamente. A Operação foi
deflagrada no dia 19 de outubro daquele ano.

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Um mês depois ele reassumiu o comando do Palácio Alencastro, por decisão do
desembargador da Câmara Criminal, Luiz Ferreira da Silva, relator do processo que determinou
seu afastamento.
De acordo com o MPE, os investigados estariam ligados a um esquema de indicações políticas
e contratações temporárias na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá. Os possíveis 259
contratados tinham direito ao benefício do Prêmio Saúde, que pagava até R$ 6 mil a mais para
os comissionados.

Conforme denúncia, o esquema pode ter causado um rombo de R$ 16 milhões aos cofres
públicos, por meio dos pagamentos indevidos.
Segundo estrutura probatória colhida durante inquérito policial, Márcia, na condição de
primeira-dama, seria a responsável pelas indicações políticas dos servidores temporários,
muitas vezes pessoas sem qualificação para exerceram quaisquer cargos na secretaria.

O órgão ministerial pede a condenação dos envolvidos por organização criminosa, utilizar-se,
indevidamente, em proveito próprio ou alheio, de bens, rendas ou serviços públicos, nomear ou
designar servidor, contra expressa disposição de lei, e por negar, enquanto prefeito, cumprir
ordem judicial.

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Vereador Alex Rodrigues busca em São Paulo soluções para despoluição do Rio Coxipó

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O vereador Alex Rodrigues esteve em São Paulo no último dia 09 com um objetivo claro: encontrar soluções eficazes para a recuperação do Rio Coxipó. A visita técnica teve como referência o trabalho realizado no Rio Tietê, que ao longo dos anos deixou de ser símbolo de degradação para apresentar avanços consistentes em sua despoluição.

A agenda foi realizada ao lado de técnicos da Águas Cuiabá e representantes da Cuiabá Regula, permitindo ao parlamentar acompanhar de perto, durante um dia inteiro, as tecnologias e métodos aplicados na recuperação do rio paulista.

De acordo com Alex Rodrigues, a experiência reforça que a realidade pode ser transformada.

“É possível recuperar um rio, mesmo depois de anos de abandono. O que vimos em São Paulo é resultado de investimento, tecnologia e, principalmente, compromisso”, destacou.

Entre as soluções observadas, duas chamaram atenção: a dragagem, que realiza a limpeza profunda do leito do rio, retirando lama, resíduos e sedimentos acumulados; e a flotação, tecnologia que utiliza processos químicos para separar a sujeira da água, permitindo sua remoção contínua da superfície.
Para o vereador, o aprendizado vai além da teoria.

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“Estamos falando de soluções reais, já testadas e que funcionam. É disso que Cuiabá precisa: sair do discurso e partir para a prática”, afirmou.

A iniciativa também reforça um compromisso assumido ainda durante sua campanha: lutar pela despoluição do Rio Coxipó. Segundo ele, a parceria com a Águas Cuiabá foi fundamental para dar início a esse processo, demonstrando que o caminho passa pela união entre poder público, iniciativa privada e órgãos reguladores.

Apesar do otimismo, Alex Rodrigues ressaltou que não existe solução imediata. A recuperação de um rio exige planejamento, investimento contínuo, saneamento básico, fiscalização e vontade política.

“Temos a oportunidade de mudar a história do Rio Coxipó, devolver esse patrimônio para a população, melhorar a saúde pública e contribuir diretamente com a preservação do Pantanal. Cuidar do Coxipó é cuidar de Cuiabá e do nosso futuro”, concluiu.

A agenda em São Paulo marca o início de um trabalho que, segundo o parlamentar, será contínuo e pautado em ações concretas para garantir resultados efetivos à população cuiabana.

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