MATO GROSSO
Entenda o porquê do número de casos de câncer de mama em mulheres jovens está aumentando
MATO GROSSO
O câncer de mama é uma preocupação crescente entre mulheres jovens, como evidenciado por um aumento significativo nas taxas de incidência. Este fenômeno complexo é influenciado por uma interação multifacetada de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.
Geneticamente, a predisposição para o câncer de mama está associada a mutações em genes como BRCA1 e BRCA2. Portadores dessas mutações têm um risco significativamente aumentado de desenvolver câncer de mama ao longo da vida. Outros genes e variantes genéticas também estão sendo investigados por seu potencial papel na susceptibilidade ao câncer de mama em mulheres jovens.
Ambientalmente, a exposição a agentes carcinogênicos, como produtos químicos industriais e poluentes ambientais, desempenha um papel na carcinogênese mamária. Estudos também sugerem uma ligação entre dieta inadequada, com alto consumo de gorduras saturadas e baixa ingestão de frutas e vegetais, e um maior risco de desenvolver câncer de mama.
Fatores comportamentais, como o consumo de álcool, tabagismo, sedentarismo e obesidade, também estão implicados no aumento da incidência de câncer de mama em mulheres jovens. Esses comportamentos podem modular a expressão gênica e influenciar processos biológicos que contribuem para o desenvolvimento do câncer de mama.
Dados epidemiológicos destacam a magnitude desse problema de saúde pública. O câncer de mama é o tipo mais comum de câncer entre as mulheres, representando cerca de 25% dos casos de câncer em todo o mundo. No Brasil, são estimados mais de 66 mil novos casos a cada ano, com uma tendência de aumento devido ao envelhecimento da população e mudanças nos estilos de vida.
A prevenção e detecção precoce são fundamentais para mitigar o impacto do câncer de mama em mulheres jovens. A conscientização sobre fatores de risco e a importância do autoexame e da mamografia são essenciais. Além disso, a pesquisa contínua é crucial para compreender melhor os mecanismos subjacentes ao aumento da incidência e desenvolver estratégias eficazes de prevenção e tratamento do câncer de mama em mulheres jovens.
Dr. Rafael Sodré, Diretor Técnico e Cirurgião Oncológico do Hospital de Câncer de MT
MATO GROSSO
Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque
Abrindo a temporada de exposições 2026 da A Casa do Parque, a mostra fotográfica AURA NOIR será inaugurada nesta quinta-feira (28), às 19h, com entrada gratuita. A exposição marca a estreia da magistrada cuiabana Olinda Altomare na fotografia autoral.
Há quatro anos, ela encontrou na arte fotográfica uma forma de ampliar a percepção do mundo, transformando o ato de fotografar em uma experiência sensorial, contemplativa e de expressão artística.
A mostra reúne oito obras em preto e branco captadas em incursões pela Chapada e pelo Pantanal. Em vez do registro documental ou turístico, Altomare constrói imagens de forte densidade visual, nas quais água, mata, luz e animalidade ultrapassam a paisagem e assumem presença quase escultórica.
Ao optar pela subtração da cor, a artista reorganiza o olhar. O preto, o branco e os contrastes extremos condensam a imagem ao essencial. Uma cabeça de jacaré emerge da água como força silenciosa e ancestral.
Árvores se expandem como arquitetura orgânica. O céu estrelado deixa de ser horizonte para se tornar campo de imensidão. Mais do que uma exposição inaugural, AURA NOIR surge como um primeiro recorte de uma pesquisa imagética marcada pela contenção, pela atmosfera e pela permanência do visível.
“Olinda constrói, em AURA NOIR, uma fotografia baseada em contenção, contraste e permanência. A subtração da cor intensifica a presença da paisagem e desloca o olhar para além do registro documental. Produzidas em fine art, com obras apresentadas também em grandes dimensões, as imagens ampliam a experiência visual e reforçam a relação entre escala e contemplação”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e curadora da exposição.
Em um tempo em que a fotografia frequentemente se dissolve na velocidade da imagem cotidiana, Olinda Altomare opera na direção contrária: desacelera o olhar e devolve peso à contemplação.
Serviço
Assunto: Exposição-cápsula apresenta imagens de Olinda Altomare na Casa do Parque
Horário: 28 de maio, às 19h
Local: A Casa do Parque – R. Maj. Severino de Queiroz, 455 – Duque de Caxias II, Cuiabá
Entrada franca
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