MATO GROSSO
Chacareiro afirma que nova ponte sobre o Rio Cuiabá vai encurtar caminho para ver os filhos em VG: “Uma maravilha”
MATO GROSSO

A ponte de 420 metros está sendo construída pelo Governo de Mato Grosso com investimento de R$ 40,4 milhões.
“Vai ser uma maravilha porque saio nela e já estou em Várzea Grande e quem está vindo de lá é só atravessar que está dentro de Cuiabá”, afirmou o morador, sobre a ponte que liga a região do Parque Cuiabá à região do Parque do Lago, em Várzea Grande.

Além dos recursos investidos na construção da ponte, o Governo do Estado está aplicando R$ 31 milhões para o asfaltamento de 3,29 km das avenidas P no Parque Atalaia, na Capital, e São Gonçalo, em Várzea Grande, que ligam a ponte.
“Essa ponte vai dar maior fluidez ao trânsito de Cuiabá a Várzea Grande e facilitar o acesso ao Aeroporto Marechal Rondon, e, estrategicamente, vai ser muito importante para as duas regiões”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo Oliveira.

A construção da ponte está avançada, com as vias de acesso sendo preparadas para receber o asfalto. A previsão de conclusão é até outubro deste ano.
A Ponte do Atalaia será a sexta ligação entre Cuiabá e Várzea Grande. Atualmente, o acesso é feito pelas pontes Mário Andreazza, Júlio Müller, Sérgio Motta; JK, na Rodovia dos Imigrantes, e Ponte Nova. A sétima será a do Rodoanel, que está em construção.
Assista abaixo a reportagem de Israel Prates
MATO GROSSO
TJMT concede essencialidade de maquinários agrícolas mesmo após término do período de blindagem
A Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, através de julgamento unanime, decidiu que a proteção de bens essenciais à atividade rural pode subsistir, mesmo após o término do chamado stay period — período de suspensão das ações e atos de expropriação previsto na Lei de Recuperação Judicial.
O julgamento ocorreu no âmbito de um agravo de instrumento envolvendo empresa Martelli Agroindustrial, em recuperação judicial com dívidas declaradas de R$ 244 milhões, e tratou da possibilidade de constrição de maquinários agrícolas indispensáveis à produção da safra 2025/2026.
Ao reformar decisão de primeiro grau, o TJMT reconheceu que o encerramento do stay period não retira automaticamente a competência do juízo da recuperação judicial para analisar a essencialidade dos bens e decidir sobre medidas constritivas.
Na prática, o Tribunal entendeu que a competência do juízo recuperacional permanece até o encerramento formal do processo e os bens essenciais à atividade econômica não podem ser retirados quando isso comprometer a continuidade da atividade.
A decisão também suspendeu medidas de busca e apreensão sobre tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros equipamentos considerados fundamentais para a manutenção da produção agrícola.
O processo foi conduzido pela banca de advogados do Grupo ERS, que analisam a medida como “um avanço no entendimento que a análise da essencialidade dos bens deve priorizar a preservação da atividade econômica e ainda, reforça o papel da Assembleia Geral de Credores como espaço para deliberação sobre medidas que impactam diretamente o sucesso da recuperação”, explica a advogada, Ranielly Chagas.
Além disso, o entendimento sinaliza que medidas de execução individual devem ser analisadas com cautela quando houver risco de inviabilizar a atividade produtiva, mesmo em situações envolvendo créditos extraconcursais.
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