MATO GROSSO
Seduc abre inscrições para mentores do programa de estágio supervisionado Meu Futuro Professor
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As vagas disponíveis serão distribuídas nas 14 Diretorias Regionais de Educação, com bolsas que podem variar entre R$ 1.500 e R$ 2.500, de acordo com o número de licenciandos atendidos por cada mentor.
Poderão se inscrever professores efetivos da rede estadual que estejam lecionando e lotados nos municípios que constituem o polo da sua Diretoria Regional de Educação (DRE). Também, professor em contrato temporário que participou do processo seletivo realizado pelo Edital nº 018/2023 e que esteja com o contrato ativo até 13 de dezembro. Ainda, é necessário ter concluído todos os módulos do curso “Profissão Docente: Programa Estágio Supervisionado”, que estará disponível na plataforma AVADEP até o dia 17 de março.
As inscrições devem ser realizadas somente pelo site www.seduc.mt.gov.br, na aba Portal PAS. O candidato deverá apresentar, no ato da inscrição, a carta de indicação assinada pelo diretor escolar e coordenador pedagógico da sua unidade, e o comprovante de conclusão ou matrícula no curso AVADEP. Todos os documentos devem ser anexados em um único arquivo, em formato PDF de até 10MB.
O candidato também não poderá estar afastado para tratamento de saúde ou qualquer outro tipo de licença, conforme Lei Complementar n° 04/1990, que possa prejudicar o acompanhamento da mentoria.
O processo seletivo contará com duas etapas, sendo a 1º de caráter eliminatório com análise dos critérios de acordo com o edital, tendo indeferimento da inscrição o professor que não se atentar a este disposto, além da 2º etapa de caráter classificatório, que obedecerá, respectivamente, a maior pontuação no PAS (professor efetivo) e pontuação do processo seletivo vigente para professor em contrato temporário.
Meu Futuro Professor
O programa visa promover, de maneira abrangente, o aprimoramento da prática docente entre educadores de diversos cursos de licenciatura dedicados à formação de professores.
Seu objetivo é capacitar futuros profissionais para atuação no campo do ensino, destacando a importância do contato direto entre professor mentor e licenciando, integrando de forma mútua a teoria e a prática no ambiente escolar.
O pagamento da bolsa está condicionado ao envio do relatório mensal e sua consequente aprovação.
A carga horária para exercer a orientação ao licenciando não deverá ser realizada na jornada regular do servidor, tendo que executar em jornada diversa e, ainda, no horário de funcionamento da respectiva unidade escolar.
Fonte: Governo MT – MT
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.