Search
Close this search box.
CUIABÁ

MATO GROSSO

Sema-MT promove oficinas no Museu de História Natural e orientações ambientais pelo Dia Mundial da Água

Publicados

MATO GROSSO

A Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) promove, entre os dias 21 e 23 de março, uma programação especial com diversas atividades em comemoração ao Dia Mundial da Água (22 de março).

As ações seguem o tema apresentado pela Agência Nacional das Águas (ANA), “A Água nos Une, o Clima nos Move”, para sensibilizar toda a sociedade para o cuidado com as águas do Brasil.

A programação começa na quinta-feira (21), com a “Oficina Mulheres e a água: como as mudanças climáticas afetam essa relação?”. A ação ocorre às 13h, no Espaço Conviver, na sede da Sema-MT, em Cuiabá, com a facilitadora e servidora pública Rosana Manfrinate, historiadora, mestre e doutora em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Essa ação tem como público-alvo os servidores da Secretaria e objetiva apresentar, de forma crítica, a relação entre a água e a mulher, sobretudo as dificuldades e os problemas enfrentados no acesso e na gestão da água e como isso será afetado pelas consequências das mudanças climáticas. 

Na sexta-feira (22) serão realizadas duas “Paradas Ambientais” no trânsito da Capital, das 7h às 8h e das 17h às 18h, com objetivo de orientar a população sobre a importância da preservação ambiental, especialmente os recursos hídricos.

Leia Também:  Mais um criminoso responsável por ataque em Confresa morre em confronto com forças de segurança

Já no sábado será realizada a “Oficina de pintura em papel semente”, das 9h às 11h, na Área Verde do Museu de História Natural de Mato Grosso, em Cuiabá. 

Essa iniciativa, que também conta com a realização da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), além de outros parceiros, foi inspirada na campanha da ANA deste ano. As inscrições para a oficina devem ser feitas pelo site do Museu, a partir das 17h desta quarta-feira (20). Inscreva-se aqui!

Todas as ações são iniciativas da Superintendência de Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão da Sema-MT.

Dia Mundial da Água

A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1993, e destaca a importância da água doce e é usada para defender a gestão sustentável dos recursos hídricos.

Confira a programação completa:

  • 20.03 – Início das inscrições para a “Oficina de pintura em papel semente” (ação para a população);
  • 21.03 – “Oficina Mulheres e a água: como as mudanças climáticas afetam essa relação?” (ação para os servidores);
  • 22.03 – “Parada Ambiental” no trânsito de Cuiabá (ação para a população);
  • 23.03 –  “Oficina de pintura em papel semente”, na Área Verde do do Museu de História Natural de Mato Grosso (ação para a população).
Leia Também:  Seduc estimula práticas ambientais e sustentáveis entre a comunidade escolar

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento

Publicados

em

“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.

Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.

O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.

Leia Também:  Governo finaliza recuperação de duas rodovias em Itiquira

Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.

O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.

A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.

É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.

Leia Também:  Mendes: "Delegado pediu prisão do meu filho de forma arbitrária”

A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.

Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.

Sobre a Dra. Fabiana Bersch

Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA